• Postado por Tiago

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A banana foi a vilã do aumento de preços em Floripa

O trabalhador de grande Floripa, que ganha a merreca de um salário mínimo por mês, tá mesmo fu. Mais da metade do recebe é gasto com o rango da casa, isso se ele e a mulher só tiverem dois filhos. A cesta básica alimentar na capital, em agosto, custava R$ 216,53. O valor representa 50,61% do salário mínimo líquido, que é de R$ 427,80. O termo líquido é usado pra dizer o que sobra pro trabalhador, depois de todos os descontos em cima do seu pagamento, como recolhimento de INSS e o escambau. O salário mínimo bruto, atual, é de R$ 465.

A informação é dos sabichões do Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicos (Dieese) de Santa Catarina. Todo santo mês eles realizam uma pesquisa de preços da cesta básica alimentar. De julho pra agosto deste ano, o rango em Forianópis subiu 0,59%. Uma variação considerada baixa, mesmo levando em conta que de janeiro até agosto o preço da cesta básica na capital despencou 9,41%.

Nos últimos 12 meses, também houve o que os técnicos do Dieese chamam de retração de preço. De agosto de 2008 até agosto deste ano, a brochada no preço do rango foi de singelo -1,13%.

Os culpados pela alta

Dos 13 produtos pesquisados pelos sabichões do Dieese, sete deles aumentaram de preço entre julho e agosto deste ano. O maior índice de aumento foi na banana: 4,57%. O leite também não deixou por menos. O suco de vaca aumentou em um mês 4,41%.

Depois, ainda no rol dos produtos que encareceram, estão o açúcar (2,99%), a farinha de trigo (2,27%), a manteiga (1,63%), o feijão preto (1,14%) e o pão de trigo (0,69%).

Os heróis

O que fez com que o preço da cesta básica em Forianópis não disparasse foi a queda bruta de alguns produtos. Entre eles o tomate, que registrou uma variação negativa de 13,55%. A batata também salvou a pátria. Ficou 10,15% mais barata entre julho e agosto.

O óleo de soja (-1,51%), o arroz (-1,05%), a carne (-0,44%) e o café (-0,16%) também ajudaram a equilibrar o preço da cesta básica na capital.

Brusque também aumentou

A pesquisa do Dieese também é feita em Brusque. Na terra do marreco com repolho roxo o preço da cesta básica ficou mais caro entre julho e agosto. Lá, o tomate foi o pior dos vilões. Aumentou absurdos 36,55%. Outros oito produtos também aumentaram em Brusque: carne (1,95%), feijão (1,75%), arroz (0,47%), farinha de trigo (2,67%), açúcar (0,66%), óleo de soja (1,30%) e manteiga (2,08%).

Ao contrário do que aconteceu em Floripa, em Brusque o leite diminuiu de preço. Brochou 10,06%. Também ficaram mais baratos a batata (-5,67%) e o café (-4,01%).

Pela fuçada dos sabichões do Dieese nos mercados de Brusque, o pão e a banana não tiveram variações significativas de preços.

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