• Postado por Tiago

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Manifestantes se amontoaram em volta do bidezão da praça da Matriz

Tinha tudo pra ser um mega protesto, mas ficou só na expectativa. A organização da manifestação pela sobrevivência de Itajaí, que esperava reunir pelo menos três mil peixeiros no evento, não chegou nem perto do objetivo. Segundo a polícia militar, cerca de 600 pessoas pintaram na praça da Igreja Matriz na manhã de ontem, mais da metade eram estudantes do ensino médio.

A galera da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que faz parte do movimento Reinventar, até tentou mobilizar os comerciantes da rua Hercílio Luz. Antes das 10h, horário marcado pra iniciar o protesto, o acadêmico de Psicologia, John Sievers Dias, 25 anos, percorreu todo o calçadão em busca de parceiros pro manifesto. ?Vamos fechar o comércio. É melhor parar por duas horas do que parar o ano inteiro?, gritava.

Enquanto isso, na concentração, estudantes de colégios estaduais peixeiros usavam nariz de palhaço, apitavam, buzinavam e seguravam cartazes pedindo agilidade aos problemas da city. ?Lula: A marolinha já chegou. O porto quebrou, o micro empresário fechou. E agora mentiroso??, dizia uma das faixas. As musiquinhas improvisadas também rolaram: ?Chega de blablablá, queremos o porto já?.

Além dos adolescentes, que compareceram aos montes pra fugir da aula, representantes da força sindical, sindicato dos metalúrgicos e caminhoneiros também pintaram por lá. A participação dos trabalhadores portuários foi discreta e a dos comerciantes praticamente nula. Somente uma loja da Hercílio Luz topou liberar os funcionários pra fazer parte da muvuca.

Osvaldo Mafra, presidente da força sindical, não escondeu a decepção de ver a pouca empolgação dos peixeiros com o manifesto. ?Nós esperávamos mais gente, até porque é um problema de todos, não só dos trabalhadores portuários ou dos comerciantes. Precisamos cobrar o avanço da nossa cidade?, disse, completando que Itajaí tá do jeito que tá por causa do descaso político.

O presidente do sindicato dos estivadores, Saul Airoso da Silva, falou que os protestos continuam caso os perrengues envolvendo o porto, principalmente a mão-de-obra, não sejam resolvidos. ?A Portonave continua trabalhando fora da lei e até agora nada foi feito. Continua tudo na mesma?, lascou.

O protesto pela sobrevivência de Itajaí só terminou por volta das 13h, depois que os manifestantes percorreram a rua Hercílio Luz e terminaram o trajeto em frente ao porto peixeiro.

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