• Postado por Tiago

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Reportagem: Adão Pinheiro

Será pelo alto a identificação das áreas de riscos de Camboriú. O inchaço demográfico repentino e as enchentes de novembro de 2008 estão obrigando a administração do município a pensar alternativas para definir as áreas que devem ser preservadas para evitar novas tragédias. O primeiro passo será fazer um mapeamento aéreo de todas as áreas de risco. As informações serão cruzadas com os dados colhidos em terra. A ocupação desordenada jogou as residências e condomínios nas encostas de morros e beiras de rios, áreas brecadas pela lei, já que são áreas de preservação permanente, que colocam em risco a vida dos moradores.

A coordenadora da defesa Civil de Camboriú, Carla Rosana Krug, explica que a combinação das informações vai permitir à prefeitura criar parques verdes, de preservação ambiental, que evitem a ocupação de áreas de risco, e o plantio de espécie nativas. A ideia é planejar a cidade, levando em consideração sua realidade geográfica e climática. ?A proposta é arrojada, mas precisamos fazer?, opina Carla. O mapeamento também vai ajudar o município a dar uma resposta mais rápida às pessoas atingida por uma nova enchente ou deslizamento de terra.

As chuvas de novembro de 2008 deixaram marcas que são difíceis de apagar. Hoje existe uma preocupação da administração em evitar que a desgraceira das cheias do rio Camboriú se repita. Um levantamento realizado pela prefeitura indica que das 10 mil pessoas atingidas, 40 famílias ainda não têm onde morar. Elas estão em casa de parentes ou morando de favor.

O mapeamento aéreo ainda não tem data definida mas, segunda Carla, não passará do ano que vem. O trabalho necessita, também, da estruturação da defesa Civil, que em 2010, pela primeira vez na história do município, vai der dotação orçamentária própria. A coordenadora explica que as áreas de risco do município já estão sendo monitoradas e a classificação das áreas ocupadas irregularmente indicou que a maioria é pública e pertence ao município.

Ela reconhece que a desocupação desses locais que oferecem riscos aos moradores não é tarefa fácil. Um dos entraves tá em identificar novas áreas para transferir os moradores. O outro é o preço dos terrenos em Camboriú, que não para de crescer. Com a oferta de terrenos cada vez mais escassa em Balneário Camboriú, a força de trabalho que atende as duas cidades está atravessando a BR-101, em direção a Camboriú, para achar um lugar onde morar e fugir dos aluguéis.

Carla destaca que, à curto prazo, a prefeitura tem condições de dar uma resposta mais rápida à população, em caso de uma nova enchente, mas é fundamental desocupar as áreas de riscos. A tendência natural seria as pessoas voltarem às encostas. Muitas não têm outra opção, já que os terrenos nas áreas planas e mais seguras são os mais caros. A prefeitura pensa até em fazer algum tipo de permuta pra recolocar as pessoas em locais mais seguros.

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