• Postado por Tiago

O Instituto Brasileiro e Geografia e Estatística divulgou em sua Pnad – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio um retrato do Brasil. O Pnad é uma pesquisa que cobre as cinco regiões brasileiras e foi criada para produzir informações para o estudo e planejamento do desenvolvimento socioeconômico do país. Esta pesquisa entra nos domicílios de cerca de 150 mil brasileiros para coletar dados sobre temas como migração, educação, rendimento, trabalho infantil e fecundidade, entre outros. Esta é composta com 251 perguntas.

As famílias brasileiras estão menores, e cada vez mais as pessoas estão morando sozinhas. Mais pessoas se declaram de cor parda. As mulheres são maioria na população: há 5,1 milhões de mulheres a mais do que homens.

A população brasileira também está envelhecendo. Já são quase 21 milhões de pessoas com mais de 60 anos. A proporção de brasileiros idosos aumentou 5,7% em 2008 em relação a 2007 e cresceu mais de 23% nos últimos dez anos. A região Sul concentra 12,1% de pessoas com mais de 60 anos.Destaca-se que houve uma queda de 22,6% na proporção de crianças de até quatro anos desde 1999.

O Brasil ainda tem 14,2 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais. Infelizmente segundo a Pnad, um em dez brasileiros com 15 anos ou mais não consegue ler ou escrever um bilhete simples, pois esse é o conceito de “analfabeto” para o IBGE. A situação é constrangedora no Nordeste do Brasil onde a taxa de analfabetismo alcança 19,4% – ou seja, quase um em cinco habitantes da região não sabe ler nem escrever.

O número de analfabetos funcionais continua alarmante: o Brasil ainda concentra 21% de pessoas com mais de 15 anos e com menos de quatro anos de estudo completos. Esse percentual representa, segundo os dados divulgados hoje, 30 milhões. O analfabeto funcional sabe ler, mas não consegue participar de todas as atividades em que a alfabetização é necessária para o funcionamento efetivo de sua comunidade. Ele não é capaz de usar a leitura, a escrita e o cálculo para levar adiante seu desenvolvimento, segundo as Nações Unidas.

A média nacional de anos de estudo do brasileiro é de apenas 7,1 anos para todo o país. Segundo a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) cada cidadão deveria passar, no mínimo, dez anos estudando. Na América Latina, o Chile tem a maior quantidade de anos de estudo: 10,9 anos, seguido do Peru (10,6) e da Argentina (10,5).

A média de renda do brasileiro vem aumentando pelo menos desde 2004, mas o ritmo de crescimento passou a diminuir a partir de 2006. O rendimento médio dos brasileiros que têm ao menos um trabalho remunerado atingiu R$ 1.036, e em 2007, o valor estava em R$ 1.019.

De acordo com a pesquisa, que contabiliza pessoas empregadas e com renda, os 10% mais ricos detinham 42,7% da distribuição total dos rendimentos mensais no Brasil em 2008. Em 2004, o rendimento médio mensal desse grupo era de R$ 3.937. Subiu para R$ 4.124 no ano seguinte, depois para R$ 4.393, foi a R$ 4.410 em 2007 e finalmente a R$ 4.424 em 2008. Os 10% mais pobres, obtiveram rendimentos de até R$ 122 mensais em 2008.

A desigualdade social diminuiu no Brasil, mostram dados da Pnad. A desigualdade é medida pelo índice de Gini, uma fórmula que aponta as discrepâncias sociais. O indicador varia entre zero e um. Quanto mais próximo de zero o indicador estiver, melhor é a distribuição de renda. A região Norte passou a ser, ao lado do Sul, a região menos desigual, com o índice marcando 0,498 ponto, Em seguida vêm Sudeste (0,507), Nordeste (0,539) e Centro-Oeste (0,567). Isso certamente reflete no Relatório de Desenvolvimento Humano 2009 (RDH), divulgado esta semana que aponta que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil melhorou entre 2006 e 2007, mas o país manteve sua posição de 75º no ranking mundial, numa lista recorde de 182 países e territórios.

Cabe ainda destacar que o aumento do número de trabalhadores formais elevou em 5,9% o contingente de pessoas que contribuem para a previdência pública no Brasil. A região Norte novamente foi o destaque de alta (12,3%), seguida por Nordeste (8,3%), Sudeste (5,8%), Centro-Oeste (5,4%) e Sul (2,5%). O Brasil possui atualmente um total de 48,1 milhões de pessoas que contribuem para a Previdência, e 44,2 milhões que não contribuem. Em termos percentuais, 52,1% participam da aposentadoria pública enquanto 47,9% não o fazem. Semana que vem, vamos entender o que está acontecendo com o meio ambiente.

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