• Postado por Tiago

De 7 a 18 de dezembro de 2009, os líderes mundiais irão se encontrar na capital da Dinamarca, a aprazível cidade de Copenhague, a fim de discutir as alternativas para o combate às mudanças climáticas que ameaçam a vida humana no planeta Terra.

Até lá, todas as semanas iremos realizar uma série de artigos para que possamos nos inteirar sobre a importância desta conferência que pode definitivamente, ou não, mudar o comportamento das nações em torno de um problema presente e premente – As Mudanças Climáticas Globais.

Furacões, enchentes, secas e outros eventos climáticos extremos já são rotineiros e vêm causando impactos na vida das pessoas na nossa região, em Santa Catarina, no Brasil e no mundo. Representantes de países desenvolvidos e em desenvolvimento estão preparando suas posições que levarão para a reunião, chamada de COP 15. O acesso e divulgação dessas informações são fundamentais para que a população possa participar desse processo.

Cabe destacar algumas palavras iniciais, às quais traduzi para o português, a fim de que o leitor possa entender o problema. Neste sentido, destacam-se as palavras de R. K. Pachauri, que recebeu o Prêmio Nobel e é presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas – IPCC, e diretor geral do Instituto de Energia e Recursos:

“É urgente e indispensável que o mundo se mobilize contra as mudanças climáticas. Na verdade, pode haver debates sobre a necessidade de agir porque o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) estabeleceu que a mudança climática é uma realidade inequívoca e sem margem para dúvidas científicas”.

Por exemplo, há mudanças em curso nos padrões acima referidos, com tendência a ter níveis mais elevados de precipitação nas latitudes mais altas do mundo e diminuição da precipitação em regiões tropicais e subtropicais, e na zona do Mediterrâneo. Há também o aumento do número de casos de chuvas extremas, que por sinal estão se tornando cada vez mais comum. Além disso, a frequência e intensidade de ondas de calor, inundações e secas estão aumentando.

Esta mudança no padrão e intensidade das chuvas tem sérias implicações para diversas atividades econômicas, bem como a preparação dos países para lidar com situações de emergência, tais como as inundações em grande escala em áreas costeiras ou, ainda, pelas quedas de neve cada vez mais intensas.
Algumas partes do mundo são mais vulneráveis que outras nestas mudanças. A região do Ártico, em particular, tem seu aquecimento de até três vezes maior que o ritmo do resto do planeta.

Os recifes de coral, deltas de rios de grandes dimensões (incluindo cidades como Xangai na China e Calcutá na Índia) e as pequenas ilhas também estão se tornando cada vez mais vulneráveis à subida do nível do mar.
Entre outros efeitos negativos das alterações climáticas existe a possível redução na produtividade agrícola. Por exemplo, em alguns países africanos a produção agrícola pode diminuir em até 50% no ano de 2020. A mudança climática pode levar também à escassez crescente de água em 2020, e poderá afetar entre 75 e 250 milhões de pessoas, também na África.

Em geral, estima-se que as temperaturas subirão até o ano 2100 entre 1,1ºC e 6,4ºC. Mesmo considerando a estimativa mais baixa, as consequências da mudança climática podem ser graves em muitas partes do mundo, incluindo mais falta de água, graves efeitos sobre os ecossistemas, as vidas e os bens, visto que o perigo das inundações será cada vez mais frequente nas áreas costeiras.

Consequências graves para a saúde humana também serão sentidas, pois se não houver controle das alterações climáticas, particularmente o aumento de morbidade e mortalidade em consequência de ondas de calor, inundações e secas será cada vez maior. Além disso, poderá haver alteraçãos na distribuição de algumas doenças, tornando-as cada vez mais vulneráveis para as populações humanas.

Como o efeito da mudança do clima é global, o planeta como um todo terá que adotar medidas específicas de adaptação. Para ajudar as comunidades vulneráveis, é essencial que o mundo elabore um plano de ação para limitar as emissões de Gases com Efeito de Estufa – GEE, visto que isto poderá trazer enormes benefícios. A redução das emissões de GEE dever ser acompanhada por uma menor poluição do ar, uma maior segurança energética, uma maior produção agrícola e ainda incrementar as taxas de emprego.

Caso a COP 15 não tenha efeitos práticos, será cada vez mais difícil reverter os efeitos negativos das alterações climáticas, o que vai significar mais dificuldades e possivelmente um risco de sobrevivência para a humanidade e outras espécies.

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