• Postado por Tiago

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Draga contratada pela Portonave e Teconvi termina o trampo no domingo

O capitão de fragata Alexandre Herculano Pinto Malizia Alves, delegado da capitania dos portos em Itajaí, aguarda os novos estudos batimétricos do rio Itajaí-açu pra dizer a quantas anda a profundidade do calado do canal de acesso ao porto peixeiro. A diretoria técnica do porto tá otimista e diz que, até o fim de semana, com o término do trampo de dragagem, o rio vai voltar à mesma profundidade que tava antes da enchente.

?Com a conclusão dos serviços, que deve ocorrer até no máximo domingo, os canais interno, externo e a bacia de evolução já poderão receber navios com maiores volumes de cargas?, lascou o superintendente Antônio Ayres dos Santos Júnior. Ayres diz que, se a previsão da diretoria técnica do porto estiver correta, a confirmação do novo calado já vai ter impacto na movimentação de cargas em todo o complexo portuário.

O diretor técnico do Porto, André Luiz Pimentel Leite da Silva Júnior acredita que o terminal deve passar a operar com a profundidade de 10,5 metros no trecho da bacia de evolução até o farolete 10, e de 11,3 metros entre o farolete 10 e a entrada do canal externo. ?Conseguimos eliminar um banco de areia do canal externo, que limitava as operações do porto e terminais?, manda o chefão do porto.

O trampo da dragagem foi feito pela draga Ham 309, da Somar Serviços de Operações Marítimas Ltda, contratada pela Portonave e pelo Teconvi, e custou a bagatela de R$ 3,5 milhões. A Draga Iguazu, contratada pela autoridade portuária pra manutenção do calado, também deu uma mãozinha.

Como funciona a batimetria?

O porto de Itajaí contratou a empresa Hidrotopo que fará a levantamento batimétrico do rio e enviará o relatório à delegacia da capitania dos portos. O delegado vai analisar os resultados e determinar o novo calado do rio, de acordo com as menores profundidades registradas pela empresa. O registro das profundidades é feito através de um equipamento chamado ecobatímetro. O trambolho emite sinais acústicos e um relógio interno mede o intervalo entre o momento da emissão do sinal e o instante em que o eco retorna ao sensor.

Depois de aprovada pelo delegado da capitania, a papelada segue para o Rio de Janeiro e é homologada pelo Centro de Hidrografia da Marinha, que também é responsável pelo credenciamento das empresas que fazem as medições dos rios. A expectativa da superintendência do porto peixeiro é que tudo esteja nos trinques na semana que vem para que o terminal possa operar com o novo supimpa.

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