• Postado por Tiago

A capitania dos portos peixeira começa a ouvir hoje as testemunhas do acidente que acabou no naufrágio do barco pesqueiro Marco Zero, de São Sebastião/São Paulo. A embarcação e o ferri-bote se chocaram na noite de sábado e até agora não se sabe quem foi o culpado pelo porradaço. Pelo que se apurou até aqui, a capitania acredita que o pesqueiro foi o culpado pelo acidente.

O delegado da capitania dos portos, capitão Alexandre Herculano Pinto Malizia Alves, explicou que, teoricamente, o ferri-bote tinha prioridade de passagem no rio Itajaí-açu. “Existe um esquema de sinalização, que dá preferência ao ferry boat. Outra questão também é por ser uma embarcação mais pesada e difícil de manobrar, tem prioridade”, disse o capitão.

Apesar da teoria, o capitão Malizia prefere não supor de quem foi a culpa pelo acidente. “Nós vamos apurar todos os fatos que podem ter acontecido. Se houve falha humana, material, desatenção. Tudo vai ser investigado”, afirmou.

Ontem, os donos do ferri-bote e do barco Marco Zero estiverem na capitania dos portos pra entregar a documentação das embarcações. O capitão Malizia adiantou que a empresa de navegação Santa Catarina tá com a papelada em dia, mas o mesmo não pode se dizer do pesqueiro. “O dono do barco não apresentou toda a documentação necessária, mas disse estar providenciando”, contou.

Naufragado

O barco Marco Zero até ontem permanecia amarrado à margem do Itajaí-açu, em Navegantes. A retirada da embarcação do local terá que ser feita pelo dono, depois de apresentar um plano à Marinha. O capitão Malizia explicou que não existe pressa na retirada do barco da margem do rio, porque não oferece risco e nem tá atrapalhando o tráfego das embarcações. “Não demos uma data limite para o proprietário resolver o problema. Antes de tirar a embarcação de lá, ele terá que retirar o óleo que ainda contém nela”, completou.

Ontem, a fundação do meio ambiente peixeira (Famai) esteve no local e constatou que a situação tá controlada. Houve vazamento de óleo, mas não chegou a poluir o rio. “Os três mil litros de óleo vazaram quase por inteiro, mas a barreira de contenção conseguiu sugar e evitar a poluição. A quantidade de óleo dentro do barco é bem pequena”, disse Denise Silva, engenheira química da Famai.

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