• Postado por Tiago

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Domingo espetacular

O futebol escreveu boas histórias em um domingo cheio de decisões e de muita emoção nos gramados e arquibancadas. Começo pelos assuntos domésticos, com a histórica e inesperada goleada de 6 a 1 – 3 a 1 no tempo normal e 3 a 0 na prorrogação – do Avaí sobre a Chapecoense, resultado que garantiu um título perseguido há exatos 11 anos, 10 meses e 11 dias. Ressalte-se que o Avaí jogou com um a menos desde o primeiro tempo, com a expulsão do Marcos Vinícius. João Nilson Zunino, o presidente avaiano, passou das faixas pedindo sua saída, ao endeusamento tão comum no passionalismo da torcida, a mesma que o criticou durante anos de sua gestão sem conquistas. A redenção veio com o acesso à série A do Brasileiro e este título estadual. A ironia dos torcedores do Figueirense expressada na frase “fica Zunino”, agora perdeu todo o sentido. O técnico Silas também deu sua resposta aos críticos das últimas semanas em razão de derrotas perigosas e as opções excêntricas em algumas escalações. O time jogou uma final quase perfeita para arrasar o adversário em jogo limpo, sem violência e com arbitragem nota oito do quase aposentado Luiz Orlando. Não ganhou 10 por causa de um lance no primeiro tempo, quando poderia ter expulsado um jogador da Chapecoense e na jogada seguinte mandou pro vestiário o volante do Avaí. Mas o grande personagem desta partida foi o talentoso Marquinhos, de futebol excelente e atitudes dúbias que o deixavam sob suspeita de “arranjos” para fugir das decisões. Deu sua reposta em campo com uma atuação irretocável e dois gols. Acabou como craque do jogo e eleito o melhor do campeonato. As torcidas fizeram a sua festa na arquibancada com uma participação alegre, colorida e pacífica. Pena a polícia militar ter destoado com o espancamento de um torcedor da Chapecoense.

Pelo país

Fora daqui aconteceu a consagração corintiana com o treinador Mano Menezes e a recuperação do Ronaldo, fazendo um campeão paulista invicto. Mano soma a esta conquista o título da série B do ano passado. No Rio de Janeiro o tristonho e melancólico Cuca alegrou a si e aos flamenguistas, escapando de mais um vice ao superar o Botafogo na decisão por pênaltis. Os mineiros do Cruzeiro vibraram com o título conquistado sobre o Atlético, mais um sucesso do técnico Adilson Batista, revelado por aqui na sua passagem por Figueirense e Avaí. O nosso conhecido Alexandre Gallo perdeu de novo, desta vez com o Bahia e para o Vitória do Paulo César Carpegianni.

Fecha o pano ligeiro

Bem que a RBS, grupo que deu nome aos troféus para os campeões e vices, tentou organizar um pouco aquela bagunça de todo o ano na premiação. Até que apareceu o único personagem negativo do espetáculo, o presidente da Federação Delfim Peixoto, travestido de segurança e guarda de trânsito. Sem entender o seu papel – a entidade que preside é que deveria organizar a solenidade –, o homem entrou em cena e tentou aparecer mais que os donos da festa, quase transformando em comédia o último ato do tenso drama que envolveu Avaí e Chapecoense durante o ano inteiro.

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