• Postado por Tiago

A rivalidade em campo

O tabu é grande, faz três décadas que não ganhamos do Uruguai em Montevidéu, mas o time é bom. Aliás, muito melhor do que o adversário que vamos enfrentar neste sábado. A dificuldade está na rivalidade entre os dois países, protagonistas da final da Copa de 1950 que produziram o tal “Maracanaço”, razão para um clima muitas vezes belicoso porque aquela derrota brasileira por 2 a 1 ressoa até hoje a cada confronto, valendo ponto ou amistoso. O futebol uruguaio passa por um período de recuperação e, como sempre nos últimos anos, enfrenta problemas para conseguir vaga na Copa através das eliminatórias. Ao contrário do Brasil, que atravessou um longo período de fracassos, chegou a cinco conquistas e agora virou uma grande incerteza por conta de jogadores decadentes, outros ainda promessas e um técnico turrão, inexperiente e teimoso.

Caixa alvinegra

Essa ninguém abre, ninguém sabe o que tem dentro. Há muito critico a comunicação do Figueirense, problemática até mesmo no simples dia a dia. Em episódios mais importantes as dificuldades ficam bem evidentes. Como agora no último capítulo sobre a candidatura de Florianópolis como uma das sedes da Copa de 2014. Vieram à tona novamente desencontros de informações, as principais com foco na construção de um novo estádio. O presidente do clube, Norton Bopré, chegou a dizer logo após o anúncio da Fifa, que o projeto do estádio estava descartado. Entrou em cena, imediatamente, a Figueirense Participações, na palavra do seu presidente, Paulo Prisco Paraíso, para desdizer Bopré. É fácil entender o desencontro palpável e rotineiro. Não há um profissional de mídia como no tempo do JB Telles. As vaidades estão acima das exigências profissionais e o resultado é essa grande confusão a qualquer movimento do Figueirense, dentro ou fora dos limites do clube.

O passo errado

A visita catarinense a Julio Grondona, presidente da Associação Argentina de Futebol (AFA), bateu mal na CBF, especialmente junto a Ricardo Teixeira. Grondona e Ricardo são inimigos cordiais e o movimento em busca de apoio argentino para Florianópolis sem a presença da entidade brasileira entornou de vez o caldo. Não ao ponto de inviabilizar nossa candidatura, mas suficiente para tornar mais lenta a caminhada rumo aos votos necessários.

Provação

A torcida do Avaí terá pela frente mais um teste de fidelidade neste final de semana. Além de enfrentar as dificuldades de sempre para chegar e sair da Ressacada, o São Paulo pode aumentar o calvário de Silas e seus jogadores, de campanha bastante irregular neste início de série A. Uma vitória sobre adversário tão poderoso ajudará na melhoria do clima e, quem sabe, acenda uma luz no fim deste túnel. Mesmo no começo, a primeira divisão está deixando o torcedor avaiano nas trevas.

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