• Postado por Tiago

Falta um artilheiro

Descontado o potencial dos adversários, o jogo contra o São Paulo foi o melhor do Avaí nos últimos tempos, comparável talvez à final do campeonato Catarinense na goleada sobre a Chapecoense. A falta de pontaria e a má qualidade do último passe evitaram uma vitória consagradora sobre o São Paulo. Pena que a situação na tabela não seja boa, porque em cinco rodadas o Avaí passou por três adversários de peso – Atlético/MG, Flamengo e São Paulo – sem perder. Estão fazendo falta os dois pontos perdidos no empate em casa com o Coritiba. Quem sabe um bom atacante resolva o problema da falta de gols e de vitórias. O sai-não-sai do Evando e a instabilidade dos outros atacantes prejudicam demais o time. A torcida já pede um “matador”.

O treinador avisa

Está aceso o sinal de alerta no Orlando Scarpelli. O próprio técnico do Figueirense se encarregou de acionar a chave depois da derrota para o Guarani. Segredo, nesse caso, não é a alma do negócio. Os dirigentes precisam encarar as dificuldades surgidas com a má formação do grupo. A série B está mais difícil este ano, situação agravada pelo planejamento tardio e equivocado. Ou será que aquele dinheiro todo que fez a diferença em anos anteriores não existe mais?

Falta pouco

Melhor o Brasil fazer uma boa apresentação diante do Paraguai nesta quarta-feira, em Recife. Só assim parte da mídia brasileira dará um sossego ao Dunga, pois a vitória em cima do Uruguai com um bom desempenho do time não apagou a desconfiança sobre o seu trabalho. O pé atrás fica por conta de algumas escolhas não digeridas pelos jornalistas, entre elas a insistência com Kleber, Gilberto Silva e Felipe Melo, a nova descoberta na Europa.

Tábua de salvação

Quanto mais pancada os uruguaios levarem dos brasileiros, mais eles se agarrarão ao tal “Maracanaço”, a nossa derrota na Copa de 50 que vale gozação até hoje. Isso vai durar até o fim dos tempos, não tem nada que os faça mudar a brincadeira, até porque do jeito que anda o futebol uruguaio aquela longínqua vitória sobre o Brasil não sairá de cena tão cedo.

Omissão

Jogar futebol em gramados como o do estádio Centenário desmente qualquer afirmação dos dirigentes da CBF, Conmebol e Fifa sobre a preocupação destas entidades com a integridade física dos jogadores.

Máfia

Antonio Oliveira Costa e sua esposa Maria Salvador da Costa, ambos ex-presidentes da Federação Mineira de Judô durante a “era Mamede”, foram condenados a 16 anos de prisão em regime fechado, pela justiça mineira. Em ação penal movida pelo ministério público, os ex-dirigentes foram considerados culpados por crimes como desvio de verba, formação de quadrilha e apropriação indébita. Os problemas incluem o desvio de verbas da entidade e de um bingo. Eles também teriam lesado o “Livro de Ouro” da federação, entre outras acusações. Foi em Minas, mas a notícia cairia como uma luva para muitas cidades brasileiras e em várias modalidades esportivas, o futebol especialmente. Faltariam presidentes para federações e confederações caso a pilantragem fosse combatida com rigor.

Desemprego

Geninho saiu do Atlético/PR depois da goleada aplicada pelo Atlético/MG. Antes o time de Celso Roth já desempregara Nelsinho Batista, que deixou o Sport após a derrota para os mineiros em Recife. O próximo adversário do Atlético/MG é o Náutico, indicativo de noites sem sono do técnico Waldemar Lemos.

A Copa da desconfiança

Tostão escreveu domingo, na sua coluna, sobre a gastança que o Brasil poderá acompanhar durantes os preparativos para a Copa de 2014. Assim como aconteceu no Pan de 2007, vamos gastar sem prestar contas e o legado serão estádios transformados em elefantes brancos. Tostão acha absurdo o poder público construir um estádio para ter apenas um jogo da Copa em uma cidade que não tem time nem na segunda divisão do futebol brasileiro.

  •  

Deixe uma Resposta