• Postado por Tiago

Ramires é o cara

A vitória fácil do Brasil sobre a Itália foi resultado de um primeiro tempo impecável do time comandado por Dunga. No segundo, com o assunto resolvido, a turma relaxou e abriu espaço para algumas estripulias italianas que não deram em nada. Um nome do jogo? Aquele negrinho magrelo que atende pelo nome de Ramires, revelado pelo Joinville em 2004, e que outro dia foi desdenhado pelo treinador brasileiro que alegou não poder convocá-lo porque ele joga na mesma posição de Kaká. Dunga disse isso com todos os efes e erres e em alto e bom som. Tanto que na época provocou comentários azedos de boa parte da crônica esportiva do centro do país. O que será que mudou? Quem assistiu ao jogo contra a Itália e viu Kaká e Ramires em campo não entendeu a mudança radical de comportamento do técnico. André Santos na lateral-esquerda foi outra alteração necessária e que acabou acontecendo por causa das más atuações de Kleber. Ainda falta resolver principalmente a falta de efeito positivo das pedaladas de Robinho, que não tem acrescentado nada aos contra-ataques do Brasil. Essa empreitada é complicada, mas Dunga está lá para isso. E quando ele deixa de ser turrão acerta em cheio.

Quem acredita em milagre?

Está certo que futebol é um esporte que permite grandes zebras ao contrário, por exemplo, do vôlei e do basquete, onde os melhores invariavelmente se dão bem. Mas quem acredita que Brasil e Espanha não farão a final da Copa das Confederações? A prancheta do Joel Santana terá que operar um milagre para que a África do Sul possa derrotar o Brasil em uma das semifinais. No outro jogo, o raio terá que cair duas vezes no mesmo lugar. Só assim os Estados Unidos, classificados porque passaram pelo Egito e contaram com os três a zero do Brasil sobre a Itália, ganharão da Espanha e disputarão o título.

Mau sinal

Segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), os quartos do lateral-esquerdo Kleber e do fisioterapeuta Odir Carmo foram invadidos. Ambos deram falta de dinheiro. Um casaco do membro da comissão técnica também desapareceu. O suposto furto teria acontecido na última sexta-feira, quando membros da delegação brasileira deixaram o hotel para visitar um safári da região. A delegação do Egito passou pelo mesmo problema no seu hotel. Que belo cartão de apresentação de um país que ano que vem será sede da Copa do Mundo.

Lambança

Djalma Beltrami foi o nome ruim da arbitragem na rodada do final de semana. Terminou antes do tempo o jogo entre Santos e Atlético/MG, voltou atrás diante do protesto santista e, ao recomeçar, anulou um gol legítimo de Molina que seria o empate do time da casa. Os responsáveis da CBF pela arbitragem não veem, não ouvem, não fazem nada para melhorar o apito brasileiro que vai de mal a pior.

Que fiasco

A defesa do Internacional tomou seis gols em duas partidas – Corinthians e Flamengo – e já começam as contestações à qualidade do time. O problema, na verdade, está no trabalho do Tite, um treinador muito aquém das ambições coloradas. Continuando ladeira abaixo é bem provável que a cúpula do Inter acabe pressionada pela decepção que tomará conta das arquibancadas do Beira-rio. Por isso é bom que os dirigentes comecem a prestar atenção no que está acontecendo antes que o ano do centenário se transforme numa peça obscura na história do clube. Recopa Sul-americana e decisão da Copa do Brasil podem fechar a tampa do caixão.

Vida de técnico

O circo pegou fogo com a substituição de Muricy Ramalho por Ricardo Gomes. A mídia paulista manifestou surpresa e decepção com a decisão de Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo. O trabalho de Muricy em três anos e meio não lhe garantiu o emprego, enquanto a falta de credenciais do seu substituto não impediu a mudança rápida.

Síndrome Button

Rubinho Barrichelo, acostumado este ano a correr atrás do inglês Jenson Button, ficou meio perdido no GP da Inglaterra porque seu companheiro de escuderia chegou em sexto lugar. Sem ver Button à sua frente, Rubinho não conseguiu ficar em segundo. Perdeu e referência.

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