• Postado por Tiago

Kaká lota estádio sem jogar

Foi mais ou menos isso que aconteceu na apresentação de Kaká no Real Madrid. O Santiago Bernabéu, sede do clube espanhol, lotou de torcedores ansiosos para ver de perto o novo reforço. Mais uma façanha brasileira em Madri. Imagino Pelé nos tempos de hoje, no auge da sua carreira e da sua fama. Não haveria praça esportiva capaz de abrigar os fãs do Rei, o melhor jogador do futebol brasileiro de todos os tempos. Não seria exagero dizer, melhor do futebol mundial. Como hoje não dispomos de alguém que chegue aos pés – ou às chuteiras – do Pelé, fiquemos com Kaká. É o que temos para o momento.

Eles amam Jesus

Já escrevi sobre isso e volto ao assunto porque não entendo como é que os patrocinadores de clubes e da seleção brasileira assistem sem protestar o comportamento atípico dos nossos jogadores. Pior, eles contam com a omissão dos dirigentes, justo os que deveriam zelar pelo cumprimento dos contratos que, em última análise, garantem a folha de pagamento em dia. Hoje quem marca um gol, corre para a torcida e tira a camisa para comemorar mostrando, infalivelmente, saudações de toda ordem a Jesus. É procedimento comum nos estádios brasileiros. Acontece também na saída do campo, no intervalo e no fim do jogo, quando é hábito trocar camisas com o adversário. Tudo bem não fosse a etapa seguinte, quando o jogador permanece sem camisa no gramado para dar entrevistas. E tome imagem de televisão em cima do nada, ou no máximo na camisa substituta, invariavelmente aquela do Jesus & Cia. A seleção acabou contaminada por essa desobediência contratual. Lúcio, logo ele, o capitão do time, e Kaká, o craque da Copa das Confederações, foram os primeiros a tirar o uniforme da CBF para mostrar sua devoção a Jesus, no que acabaram seguidos por alguns companheiros. É uma atitude nada profissional, mas que pelo jeito não incomoda os donos da bola, ou do dinheiro.

Manda quem pode,

obedece quem precisa. É o que diz o ditado que parece encaixar bem com a postura do técnico Silas no Avaí. Sua insistência com determinados jogadores, em detrimento de outros, geralmente alguém da casa – Medina e Odair, por exemplo – denunciam obediência cega ao que determina a parceria, responsável pelas contratações. Essa conversa de que o time precisa de um jogador experiente até para intimidar as arbitragens é mera cortina de fumaça para desviar o foco da realidade avaiana. O Marquinhos faz o quê? Agora quem fala é Eduardo Gomes, vice-presidente do clube, afirmando que precisa haver mudança de postura dentro do campo. Os problemas do Avaí ultrapassam os limites do gramado e chegam à diretoria, que não avaliou direito as necessidades do time para a primeira divisão do Brasileiro e deixou tudo por conta da parceria. O pastor Silas precisa incorporar outro personagem, um que possa dar uma sacudida geral. Quem sabe o de treinador com capacidade de decisão? Hoje são sete pontos apenas em 24 disputados, o penúltimo lugar na tabela e o risco muito grande de rebaixamento.

Bah! Tri legal

Palavrinhas mágicas cantadas por Kleiton e Kledir na música “Deu pra ti”, homenagem que fizeram a Porto Alegre. E não foi à toa que esta dupla gaúcha de muito sucesso nos anos 80 brincou com algumas das virtudes da capital do Rio Grande do Sul, em duas noites transformada no centro das atenções do futebol brasileiro. Com o Inter ontem, na final da Copa do Brasil, e o Grêmio nesta quinta em uma das semifinais da Libertadores, deu pra ti, baixo astral.

Até a casa cair

Enquanto não acontecer algo grave a CBF continuará fingindo que nossa arbitragem vai bem, que são normais os erros sérios e constantes. O Carlos Simon tem trocado até nome de jogador que marca o gol, erro simples, precedido de outros mais graves. É apenas um exemplo, mas de um árbitro Fifa que tem falhado demais. E já são tantas as lambanças que o Internacional ressuscitou a velha prática da pressão. A grande mídia começa a acordar para o problema e admitir que não é tão normal assim a sequência enorme de erros importantes em todas as divisões do futebol brasileiro.

  •  

Deixe uma Resposta