• Postado por Tiago

Quando a parceria atrapalha

É difícil explicar o que faz o Avaí, cada dia mais lá embaixo na classificação. Chega a ser intrigante a situação em que se meteram Silas, dirigentes, parceiros e jogadores. Nem o mais pessimista dos torcedores pensaria numa campanha tão ruim, iluminada pela desonrosa posição de quem segura a lanterna. Mas alguma coisa dá pra entender. Começa com a avaliação equivocada sobre o grupo que ganhou o campeonato estadual. Pouco foi feito para qualificar o time, que não tem laterais, sofre com uma zaga vacilante e um meio-campo onde Marquinhos, seu melhor jogador, desaparece nos momentos mais difíceis e só joga com vento a favor. O ataque, que já não era bom, perdeu Evando e conta com jogadores que não acrescentam como Luis Carlos, Lima e William. Os garotos da base estão sendo prejudicados pelo aproveitamento inoportuno. Só entram em campo com a vaca no brejo. O caso do garoto Medina é sintomático. Hoje não fica nem no banco por causa de uma briga entre parceiros e seu empresário. A omissão de Silas, sublinhada por algumas opções explicadas somente na relação entre clube e empresa dona do passe de alguns jogadores, desmancha aquela imagem de técnico promissor e inteligente. Imagem essa esboçada com a conquista da vaga na série A e do título do campeonato Catarinense. É estranha também a postura do presidente do clube, João Zunino, escondido atrás de uma parceria que ultimamente tem feito muito mal ao Avaí.

A diferença

O Palmeiras que jogou na Ressacada e fez três gols no Avaí, curiosamente teve em Marcos um dos seus melhores jogadores, se não o melhor. Eduardo Martini não fez metade das defesas do goleiro adversário, nem o Palmeiras criou tantas chances quantas foram criadas pelo Avaí. A qualidade de alguns jogadores é que acabou fazendo a diferença e o escore da partida.

Ser ou não ser

A passagem do Palmeiras por Florianópolis e o resultado alcançado na Ressacada não só aguçaram a curiosidade de torcedores e repórteres quanto ao futuro treinador, como aumentaram as especulações em torno da contratação de Muricy Ramalho. Quem conhece a aldeia e os caboclos traduz a indefinição de Muricy como a vontade de ficar por um bom tempo longe do futebol. Na dúvida, o interino Jorginho vai se garantindo e reeducando Obina, que voltou a marcar gols.

Sobrevida

O Figueirense respira melhor depois da vitória sobre o Bahia, principalmente na circunstância em que ela aconteceu, com um jogador a menos desde 30 minutos do primeiro tempo. Como o próximo adversário é o Fortaleza, em casa, a chance é boa de passar da UTI para a sala de recuperação.

O baixo clero

Na turma bem de baixo, a da série D, a Chapecoense foi mais ou menos, graças ao empate em Erechim com o Ipiranga. Pra começo de conversa está bom demais. Já o Brusque deu sinais de que vai morrer cedo ao perder em casa para o São José de Porto Alegre. Na série C, o Marcílio Dias não aprende e depois de acender uma lanterninha no fim do túnel, quando goleou o Criciúma, perdeu em casa para o mesmo adversário. Não tem jeito, um dos dois vai para a série D em 2010.

Dúvida

Regra geral, o time que disputa competições paralelas deve se dedicar à mais importante delas, caso do Grêmio e Cruzeiro na Libertadores, Corinthians e Inter na Copa do Brasil. Terminados estes compromissos e passada a ressaca dos derrotados, o Grêmio voltou ao Brasileiro com goleada no Olímpico e o Inter com vitória fora de casa. Será que é isso mesmo?

Vida de técnico

Waldemar Lemos, o melhor que temos, como resmungava a torcida do Figueirense quando ele andou por lá, saiu do Náutico para levar pancada no Atlético Paranaense. Celso Roth deixou o Grêmio bem na Libertadores e saiu do Olímpico praticamente escorraçado pela torcida. Está no Atlético/MG beliscando a liderança do Brasileiro, junto com Tite que perdeu a Copa do Brasil com o Inter e hoje, mesmo com boa campanha no Brasileiro, trabalha assombrado pelo fantasma de Muricy Ramalho, o queridinho da torcida colorada. Vanderlei Luxemburgo fez beicinho com a falta de educação de Keirrison, que saiu do Palmeiras sem dar adeus, e acabou no olho da rua.

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