• Postado por Tiago

Frankstein na Ressacada

Silas jogou fora toda a credibilidade e os lauréis conquistados com o Avaí no campeonato Catarinense e com a vaga na série A. E deve, junto com a diretoria e os tais parceiros do clube, muitas explicações à torcida. A insistência na escalação e manutenção no grupo de alguns jogadores é uma dica muito forte de que Silas não comanda mais nada no Avaí. O último lugar no Brasileiro é o resultado do comportamento atípico de um treinador que fez o nome em Florianópolis à custa de objetivos alcançados no final do ano passado e início deste. Mas agora o monstro está aí, disforme, sem rosto, com o corpo todo remendado. Rodada a rodada do Brasileiro, Avaí, dirigentes e parceiros criaram esta aberração chamada de time. Um time que tem na reserva Medina, a revelação do campeonato, um garoto de apenas 19 anos e que bem cedo na carreira conhece as mentiras e os mentirosos da profissão. Odair, jogador que definiu muitos jogos para o seu time, não frequenta o banco da Igreja e por isso não pode ser titular e nem sentar entre os reservas. Enquanto isso, a torcida sofre na arquibancada, vendo em campo o desfile dos favoritos da corte, Michel, Ferdinando, Luis Ricardo, entre outros. Eles não têm culpa. Foram contratados e são escalados para compor esse monstro criado por Silas. A diretoria do clube e as empresas parceiras, unidas na falta de visão e de planejamento para uma competição tão importante, serão testemunhas e, mais que isso, patrocinadoras do bate-volta mais previsível do futebol brasileiro. Não foi por falta de aviso. E não adianta mudar o treinador, os conceitos também precisam ser alterados.

Exemplo

Zé Carlos, atacante do Cruzeiro, foi expulso ao 12 segundos do clássico contra o Atlético. É recorde no futebol brasileiro, graças a uma cotovelada no adversário. O árbitro Paulo César de Oliveira não vacilou, cumpriu a regra e botou pra correr o infrator. Esse árbitro não conta com a boa vontade da mídia, talvez por preconceito, e imaginem porque, mas é o melhor que temos no quadro da CBF.

Brazucas mal na foto

Rubinho Barrichello botou a culpa na equipe pelo 6º lugar na Alemanha e segue firme na sua trajetória de fiel escudeiro. Antes do alemão Schumacher, agora do inglês Button. Nelsinho Piquet filho chegou em 13º e talvez precise que o Piquet pai compre uma equipe para que ele possa continuar na Fórmula 1.

Céu de Brigadeiro

Se não voltarem as chuvas e trovoadas, o Figueirense pode derrubar algumas previsões pessimistas, inclusive deste humilde escriba. Roberto Fernandes parou de inventar, insistiu com um jogador que é prata da casa e é artilheiro, o Rafael Coelho, e talvez esteja aí um dos motivos que equilibraram o rendimento do time. Não é uma conclusão apressada, apenas uma avaliação do momento vivido pelo Figueirense, que pode ser confirmada em Caxias contra o Juventude.

Blablablá

A churumela de alguns treinadores cansa o ouvido e tira a paciência de qualquer torcedor ou jornalista. Vale especialmente para os que têm na mão um grupo grande de jogadores além da média. É catastrófico quando os dirigentes embarcam nessa canoa.

A ministra e o Coringão

Ronaldo começa a imitar Pelé. É craque quando fica calado. A polêmica da maior torcida, Corinthians ou Flamengo, e a ajuda das empreiteiras ao Corinthians prometida por Lula, foram duas foram duas tiradas histriônicas e desnecessárias do jogador em um programa de televisão. Ao ponto de virar piada tipo o PAC agora é Programa de Ajuda ao Corinthians. Será que além de candidata a mãe Dilma também é corintiana?

Palpites

Escrevi que o jogo entre Fluminense e Avaí derrubaria um treinador. Errei. Repeti com Avaí e Botafogo. Errei de novo. Agora transfiro para esta quarta-feira em Porto Alegre, onde jogarão Internacional e Fluminense. Parreira já caiu ontem do Flu e Tite está pela bola sete. Posso falhar mais uma vez, mas a probabilidade do treinador deixar o Colorado está aumentando.

CD

O Criciúma melhorou, o Marcílio empacou, a Chapecoense vai bem e o Brusque ficou.

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