• Postado por Tiago

Salomé vai precisar de ajudante

Séculos depois da degola de João Batista, o espírito de Salomé vagueia pelas rodadas do campeonato Brasileiro. Depois de Wanderlei Luxemburgo e Muricy Ramalho, rolaram as cabeças de Parreira, Wagner Mancini e Marcio Bittencourt, todos já com seus respectivos substitutos, efetivos ou interinos. Como a fila dos degolados anda depressa e agora tem futebol das quatro séries de terça a domingo, haverá muito trabalho para Salomé, que já procura uma assessora, um auxiliar de carrasco e bandejas para reposição.

A frase

“O presidente Getúlio Vargas saiu da vida para entrar na história. O presidente José Sarney saiu da história para cair na vida”. Senador Pedro Simon, na tribuna em pronunciamento terça-feira.

O clássico dos gramados

De um leitor atento e bem informado, mas que prefere o anonimato, reproduzo algumas observações interessantes e pertinentes. No jogo entre Figueirense e Fortaleza, o gramado do Orlando Scarpelli voltou a apresentar os mesmos problemas de jogos anteriores, um piso feio, cheio de saliências, com água empoçada em alguns pontos e muita lama atrapalhando a condução da bola. Desde a sua inauguração, o novo piso (custo anunciado em torno de R$ 300 mil) tem apresentado problemas aparentemente insolúveis, ao contrário da Ressacada, que no dia seguinte foi palco da partida entre Avaí e Botafogo. Com muito mais chuva, nenhum problema sério e a um custo que, segundo dirigentes avaianos, representou metade do que foi gasto pelo Figueirense.

Nocaute

Do mesmo leitor: “Nosso campeonato agora é ser melhor que os quatro últimos”. Com esta declaração fica claro que Silas jogou a toalha e não há objetivo maior do que lutar contra o rebaixamento. Que alento para o torcedor avaiano continuar acompanhando o time no Brasileiro!

Vento contra

Ele de novo, já beirando a crueldade: o vento sul não tem ajudado o Avaí como já ajudou quando o goleiro Eduardo Martini até conseguiu fazer um gol.

A justiça enxerga bem

De vez em quando alguém lembra dos favorecimentos aos clubes do Rio e São Paulo no STJD. As suspeitas não são infundadas. Vejam, por exemplo, a punição que recebeu o meia D’Alessandro, do Inter, justa por sinal porque perseguiu um jogador do Corinthians na decisão da Copa do Brasil. Foi uma tentativa de agressão e D’Alessandro é reincidente. O jogador do Inter pegou 60 dias, mais um jogo. Problema é que em infrações semelhantes e até piores o procedimento foi outro e as punições muito brandas, quando aconteceram. Lembremos a briga de Diego Souza, do Palmeiras, e o zagueiro Domingos, do Santos. Deu em nada, claro.

Data limite

Tem Gre-Nal domingo no Olímpico, data para assombrar Tite. Derrota no clássico gaúcho na situação vivida pelo treinador do Inter é desemprego na certa. Isso estava escrito nas taboas da lei do futebol antes do jogo contra o Fluminense.

Conspiração

Não foram só as derrotas que derrubaram Wagner Mancini no Santos. O goleiro Fábio Costa e seus comparsas ajudaram. Quando eles querem não tem ninguém que segure o emprego do treinador. Mancini foi derrubado como represália às suas tentativas de conter a indisciplina no time. Os dirigentes foram coniventes, por omissão.

Poupança à moda antiga

Vanderlei Luxemburgo não pode trabalhar com banco. Suas contas estão bloqueadas e seus imóveis foram arrolados pela justiça. O moço está todo enrolado com a Receita Federal, além de ter entre seus credores o jogador Edmundo. Não se sabe o que Luxemburgo faz com os altos salários que tem recebido nos últimos tempos. Devem estar em baixo do colchão.

Pão de queijo

Em matéria de futebol os mineiros voltaram ao topo. O Atlético vai muito bem no Brasileirão, o Cruzeiro decidiu a Libertadores e o Ipatinga faz campanha razoável na série B.

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