• Postado por Tiago

A nossa Copa

Hoje no Brasil se fala mais da Copa de 2014 do que a do próximo ano na África do Sul. Faremos a competição em casa e há muita preocupação com o quanto se vai gastar e no que. É assunto pertinente e em torno dele ouvi o final de uma entrevista à rádio CBN domingo pela manhã, sem conseguir identificar o nome do entrevistado. Mas sua opinião naquele momento da conversa foi contundente e referia-se à situação dos nossos aeroportos. “Estamos na idade da pedra”, disse ele, e num quesito fundamental para atender não só as exigências da Fifa, mas da própria estrutura do evento. É mesmo a nossa realidade, constatação que pode ser feita em viagens para qualquer canto do país. Desconforto provocado por serviços ruins, instalações precárias, mau atendimento e, pior de tudo, insegurança na terra e no ar. Nem é preciso ser muito viajado ou exigente para perceber que está aí o nosso calcanhar de Aquiles para a Copa que pretendemos organizar.

Um técnico franciscano

Pouca estrutura em clubes de menor projeção, estádios pequenos e recursos escassos parecem compor o palco preferido do técnico Mauro Ovelha para trabalhar. Exceção feita ao Marcílio Dias, onde só santo milagreiro terá sucesso, Mauro consegue tirar leite de pedra. Trabalhou assim durante anos no Atlético, em Ibirama, e agora repete na Chapecoense com a boa campanha até aqui na série D.

A volta por cima

As maiores mazelas do Avaí, como mostrou o primeiro tempo do jogo em Recife, estão concentradas no ataque. É impressionante o número de gols perdidos em oportunidades raras criadas contra qualquer tipo de adversário. Contribuem para essa contabilidade negativa o comportamento quase obsessivo do treinador com algumas escolhas e sua cisma com determinados jogadores. Por que Roberto e Caio no banco, por exemplo, desprezando a velocidade de contra-ataque? Foi essa rapidez que funcionou em Recife e que permitiu a virada em cima do Sport. O garoto Medina continua fora do time e da delegação, mas seguem as improvisações na lateral-direita. Vem aí o Grêmio na Ressacada, de bola cheia depois do Gre-Nal. Jogo bom para o Avaí, que tem duas vitórias na sequência, sacudir de vez a poeira.

Fechado pra balanço

O empate de Caxias e Marília rebaixou um time catarinense para a série D. Tudo indica que será o Marcílio Dias, mesmo que ainda possa alcançar o Criciúma. São sete pontos criciumenses contra três do Marinheiro, que daqui a duas rodadas deve fechar as portas para voltar em 2010 na quarta divisão.

O time de papel

É impressionante a queda técnica do Internacional, agora perdedor de tudo, inclusive do Gre-Nal centenário no ano do centenário do clube. Do jeito que vai não pega nem vaga na Sul-americana. E olha que essa é moleza.

Contaminação

Faz tempo que o STJD deixou de ter credibilidade. Esta frase percorre o país do Oiapoque ao Chuí, passando por cima do Rio e São Paulo, claro. Diego Souza, Domingos, Juan, Dentinho e Fred, entre outros, estiverem envolvidos em ocorrências graves e estão por aí, livres, leves e soltos. D’Alessandro ganhou efeito suspensivo da sua punição de 60 dias, a maior de todas, graças ao berreiro do Inter e da mídia gaúcha. Da mesma forma que condeno a proteção aos jogadores do eixo Rio-São Paulo, acho errado aliviar o meia colorado. É a desmoralização total da nossa justiça desportiva, que parece contaminada pelo que acontece em Brasília.

G4 do mal

Quem diria, Botafogo, Cruzeiro (estes dois com um jogo a menos) e Fluminense hoje estariam entre os rebaixados, junto com o Náutico. Entre eles só o Cruzeiro pode alegar esforço extra por causa da Libertadores.

G4 do bem

Lá em cima os enxeridos são Vitória em quarto lugar e Barueri em quinto. Palmeiras, Atlético Mineiro e Inter mantém por enquanto suas posições, mas o Corinthians está chegando.

Qual é a do Galvão?

Rusgas do passado mantém regular distância hoje entre Galvão Bueno e Nelson Piquet pai. Agora Galvão mira no Piquet filho. Chegou a anunciar sua dispensa pela Renault antes do GP da Hungria, o que não aconteceu. As fontes do locutor da Globo são ruins ou ele está torcendo mais do que fazendo jornalismo.

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