• Postado por Tiago

Enxugamento

Campeonatos regionais, Brasileiro, Copa do Brasil, Sul-americana, Libertadores, Recopa e, no meio disso tudo, convocações para a seleção brasileira. Haja fôlego para tanta competição e outros compromissos paralelos, como as eventuais chamadas do Dunga. Por isso já começa a tomar corpo no eixo Rio-São Paulo a discussão sobre mudanças de regulamento nas competições nacionais, com a consequente diminuição de 20 para 16 participantes nas séries A e B do Brasileirão. O objetivo principal é acomodar nossos clubes em um calendário anual menos desgastante para jogadores e torcida. Na verdade, sempre achei o campeonato Brasileiro muito longo e vejo com bons olhos sua depuração. Problema é que vivemos em um país essencialmente futebolístico e de dimensões continentais. Como acomodar nesse contexto tantos clubes e interesses, os mais pesados economicamente ligados à televisão?

A proeza avaiana

O Avaí saiu da última colocação e da zona do rebaixamento graças a cinco vitórias consecutivas, uma façanha em se tratando do Brasileirão, uma competição difícil e muito equilibrada. E o time já tem mais um desafio neste final de semana diante do Corinthians, com desfalques como Léo Gago e Muriqui, mais Ferdinando, já adaptado à função de volante. Talvez isso não seja nada para jogadores que conseguiram tirar o Avaí da rabeira do campeonato.

Ainda há vagas

A fila do desemprego anda rápida na série A do Brasileiro. Até agora, oito clubes já trocaram de técnico, mas novas vagas devem surgir com as próximas rodadas. Alguns estão com prazo de validade vencido e podem cair a qualquer momento.

Sayonara

Tite e sua conversa pastoral resistem bravamente no Internacional e acabam de ganhar mais um pouco de tempo e fôlego com a vitória sofrida sobre o Barueri e a viagem ao Japão para a disputa da Copa Suruga Bank. Este nome esquisito significa o confronto entre os campeões da Liga Sul-americana (Conmebol) e da Liga Japonesa (J-League) do ano anterior. A Copa Suruga é disputada em um único jogo, que este ano está marcado para o dia 5, entre o Inter e o Oita Trinita, no estádio Big Eye, na cidade de Osaka. A primeira edição foi realizada ano passado e vencida pelos argentinos do Arsenal.

Schumassa

Michael Schumacher suspendeu temporariamente sua aposentadoria e volta às pistas para substituir Felipe Massa e assombrar Rubinho Barrichello. O brasileiro, que sonhava se ver livre para sempre do alemão, de quem foi fiel escudeiro na marra durante um bom tempo, agora deve perder o sono e passar noites intranquilas até a próxima corrida contra Schumacher, de novo a bordo de uma Ferrari. O pesadelo para Rubinho, mesmo hoje em outra equipe, começa daqui a três semanas no GP da Europa, em Valência. Lembranças ruins para Barrichello, de 2000 a 2005, período em que foram companheiros na Ferrari, voltarão a atormentar sua temporada. Foram episódios tão desagradáveis, como aquele em que se viu obrigado a entregar uma corrida para Schumacher, que Rubinho chegou a ameaçar publicar um livro contando os “podres” do tempo em que vestiram o macacão vermelho.

O ex-Ronalducho

Ronaldo, além de artilheiro com pés para calçadas da fama, agora tem mão biônica. Operou a mão esquerda, fraturada na partida contra o Palmeiras, para implantação de 12 pinos e uma placa. Aproveitando a passagem pelo Hospital São Luiz, em São Paulo, fez uma lipoaspiração que lhe deixou com manequim e cinturinha de toureiro.

O ABC da disciplina

Jogador de futebol mal conhece as regras do jogo, quanto mais a legislação esportiva. Pensando nisso, o Vitória encomendou uma cartilha ao advogado do clube, Juarez Wanderley, com as principais normas do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, o CBJD. O clube baiano quer alfabetizar disciplinarmente seus jogadores, comissão técnica e dirigentes, evitando, com essa medida educacional, pelo menos as punições por infrações primárias.

Fim

Por motivos alheios à minha vontade, como escreveriam velhos redatores rabugentos como eu, me despeço hoje deste canto que me abrigou por mais de ano, em 376 colunas. Até breve, quem sabe, ou a qualquer momento em edição extraordinária.

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