• Postado por Tiago

Em 1930, após comandar a Revolução de Trinta que derrubou o governo de Washington Luís, Getúlio Dornelles Vargas assumiu o governo do Brasil. Seu mandato caracterizou-se pelo nacionalismo e o populismo.

Promulgou a Constituição de 1934 e surgem, nessa época, o voto secreto e o voto feminino. Em 1937, fechou o Congresso instalando o Estado Novo que lhe garantiu poderes ditatoriais, centralizando e controlando o poder. Perseguiu opositores políticos, principalmente os comunistas, ocasião em que enviou Olga Bifário, mulher do comunista Luís Carlos Prestes, para o governo nazista. Durante a ditadura realizou muitas ações, principalmente em favor dos trabalhadores. Criou a Justiça do Trabalho, instituiu o salário mínimo, consolidou as Leis trabalhistas, direitos trabalhistas como a carteira de trabalho, a semana de trabalho de 48 horas e férias remuneradas. Nas realizações de infra-estrutura investiu na criação da Siderúrgica Nacional, na Vale do rio Doce, na Hidrelétrica do Vale do São Francisco.Criou, também, o IBGE.

Em 1945, tropas do Exército cercam o Palácio de Catete e Getúlio renuncia, mas seu governo deixa marcas profundas na classe operária pelos benéficos implantados, tanto que, em 1950, lança-se candidato à presidência de República e se elege.

Neste seu segundo mandato, continuou com a política nacionalista e criou a campanha do “O Petróleo é nosso” que resultaria na criação da Petrobras.

Seu mandato foi conturbado por disputas dos seus opositores, tendo como principal liderança Carlos Lacerda, que sofreu um atentado resultando com a morte do major –aviador Rubens Vaz. As notícias demonstravam o envolvimento do chefe da guarda pessoal de Getúlio, Gregório Fortunato, que acabou sendo preso. A pressão era muito forte e o Congresso juntamente com os militares exigiam a sua renúncia.

Da origem gaúcha, Getúlio Vargas foi o presidente que mais tempo governou o Brasil durante os dois mandatos.

Em 24 de agosto, com um tiro no peito, suicidou-se, deixando a carta testamento com a frase que ficou na História: “Deixo a vida para entrar na História”.

Outro momento trágico no mês de agosto aconteceu em 1976. A primeira notícia da morte de Juscelino Kubitschek num acidente de estrada não foi confirmada. Seus amigos o encontram, vivo e sorridente, na fazenda onde morava. “Estão querendo me matar, mas ainda não conseguiram”, disse o ex-presidente. Poucos dias depois, a notícia era verdadeira. Um desastre na via Dutra, quando viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro, no dia 22 de agosto, tirava a vida do estadista presidente da República, que governou o Brasil de 1955 a 1960.

No começo de seu governo, JK apresentou ao povo brasileiro o seu Plano de Metas, cujo lema era “cinqüenta anos em cinco”. O plano consistia no investimento em áreas da indústria e infra-estrutura, principalmente em rodovias, hidrelétricas e aeroportos.
Foi na área do desenvolvimento industrial que JK teve maior êxito, quando entraram no país grandes montadoras de automóveis. Seu governo foi marcado por grandes realizações, entre elas, a transferência da capital da República para o Planalto Central, construindo Brasília.

Em 1961, Jânio Quadros é empossado o novo presidente, que desde início desagradou às forças conservadoras. Sua política externa, firmando-se numa independência diante dos Estados Unidos e tentando entrar em acordos com os regimes comunistas de Cuba e União Soviética levaram seu governo a momentos conturbados. Ao mesmo tempo, certas miudezas determinadas em seu governo não favoreciam a popularidade de Jânio. Inimigo de Carlos Lacerda e denunciado pela televisão das intenções golpista, desejoso de se livrar dos partidos e do legislativo, Jânio encaminhou ao Congresso uma carta-renúncia. As notícias confirmavam sua renúncia dizendo que ele se afastava do governo oprimido por “forças ocultas”.

Era dia 25 de agosto. O governo passa para o vice-presidente, João Goulart, que culminou com a Revolução de 1964.

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