• Postado por Tiago

Às vezes, fico a pensar em algumas profissões que vão sumindo aos poucos, esquecidas no burburinho das atividades tecnológicas que a sociedade faz questão de ignorar porque há muito não são mais tão necessárias.

Assim aconteceu com o boticário, que fazia suas poções e atendia sua clientela com zelo e dedicação. O tocador de realejo, que passava todas as tardes, na frente de nossas casas, encantando nosso lado afetivo com as músicas e o papagaio que retirava, com seu bico, o bilhetinho da sorte. O rádio, o disco, o cd revolucionaram o mercado musical e facilitaram a aquisição e o conhecimento de músicas de todos os ritmos e canções de compositores nacionais e internacionais. Assim, também, estão desaparecendo os alfaiates, os barbeiros, os sapateiros e tantas outras profissões que foram substituídas pelas máquinas de fazer em série o que se fazia artesanalmente.

E o Educador, onde anda? Aquele que se define por dentro, por amor, tocado pela vocação, que habita um mundo em que as pessoas se definem por seus ideais, seus sonhos e esperanças, artistas criando obras de arte do pensar, do realizar a transformação do ser humano para a solidariedade, para a paz e para ser feliz. Parece que também está desaparecendo. Professores existem aos milhares, são profissionais treinados para executar seu trabalho. Educador e professor são como as árvores, possuem seu habitat natural. O primeiro se assemelha às velhas árvores, que ninguém plantou nem viu nascer, mas tem sua história; porque é diferente das demais, tem valor, tem raízes, sentiu coisas que ninguém mais sentiu e será sempre lembrado por todos os serviços que prestou. O segundo é como as árvores que foram plantadas em série, para crescer depressa e produzir resultados imediatos, que pode ser substituído a qualquer momento e sem problemas porque há outros tantos semelhantes.

O educador só é lembrado no período de eleições, quando os candidatos acenam com velhas promessas e propostas de melhores condições de trabalho. E o professor, idealista, sempre sonhando com uma situação digna para recuperar sua autoestima, enche-se de esperança que em pouco tempo se esvai, porque os governantes se esquecem de tudo o que prometeram. Os vocacionados tentam aprimorar seus conhecimentos, mas os cursos de formação para o magistério deixam muito a desejar, seja no nível médio ou no nível superior. É um descaso para com o cidadão e para com o professor que espera o reconhecimento pelo seu trabalho. Talvez, por isso, este profissional também esteja com seus dias contados.

O século XXI tem se caracterizado por mudanças de comportamento da sociedade envolvida nas novas técnicas que revolucionam o mercado, provocando diferenças na aparência e no modo de pensar. A moda feminina vai determinando o jeito de vestir que, em vez de enfeitar a mulher, tem mais a finalidade de expor seus atributos chamando a atenção para atingir seus objetivos. Jovens ou adultas, elas não fazem autocrítica, tornando-se ridículas deixando à mostra o que deve ser preservado. Em vez de usar uma peça apropriada para seu corpo, vão aderindo à moda mini, usando o top que deixa a barriga de fora e uma calça que expõe ainda mais a barriga, demonstrando um péssimo mau gosto. Elas se preocupam em ser avançadas, dentro do seu tempo, não se dão conta de que é preciso ser discreta para ser admirada e respeitada. Saber se vestir é uma arte, que supõe bom gosto para realçar sua beleza e elegância. A mulher adulta tem mais responsabilidade perante a sociedade fazendo-se respeitar e dar exemplo aos jovens que crescerão de acordo com a educação recebida através do bom senso dos pais. As adolescentes, por sua vez, podem vestir-se com mais liberdade, mas sem exagerar para evitar a vulgaridade. A aparência exterior vai modificar também seu modo de pensar. Muitos pais incentivam os filhos a se preocuparem com a aparência tornando-os adultos prematuros, sem pensar no que pode acontecer no futuro. São caminhos que podem levar a droga, à prostituição, ao adultério e ao divórcio. Se tudo isso parece careta, é preciso pensar que quando não há limite, não há disciplina, tudo pode acontecer.

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