• Postado por Tiago

O homem, integrante da natureza, tem feito grandes descobertas durante séculos e séculos, sem se preocupar com os efeitos que causaria à natureza.

De repente, os problemas foram aparecendo e as dificuldades para controlar o equilíbrio natural das forças que mantém o planeta começam se tornar cada vez maiores. Ninguém sabe como reparar os buracos da camada de ozônio provocados pela poluição do planeta. Águas poluídas matam os peixes, o corte constante e incontrolado de árvores vai dificultando a recuperação das florestas formando desertos em grandes extensões de terra. Muitos animais e plantas estão sendo extintos. Substâncias químicas contaminam o ar causando doenças as mais diversas.

Todas essas coisas estão acontecendo diante dos nossos olhos e, mesmo assim, o homem continua a agir como se tivesse todo o tempo do mundo e as soluções para contorná-las.

O efeito estufa aquece a terra e desorganiza o regime dos ventos e das águas. Estes desastres climáticos são previstos para matarem milhões de pessoas. O nível do Oceano aumenta o seu volume de tempos em tempos. Pela acomodação do solo, várias cidades da Europa fizeram o mar subir. Geleiras estão se desprendendo nos pólos e nas montanhas da China e da Europa. Grandes enchentes e secas são conseqüência do aumento da temperatura. Nas cidades litorâneas, tsunamis e furacões em todos os oceanos atingem as populações destruindo e matando sem trégua. A agricultura e a pecuária sofreram mudanças nas zonas tropicais.

O Brasil, sempre considerado um país sem grandes acidentes atmosféricos, vem apresentando mudanças climáticas, fenômenos nunca antes acontecidos. Há muito anos verificou-se um ciclone no estado do Paraná, e um ciclone extratropical em Santa Catarina. E depois, um tornado em outras cidades catarinenses.

Atualmente, as grandes organizações mundiais têm se reunido para discutir estas soluções, mas planos e mais planos ainda são insuficientes para restaurar o grande estrago provocado pela falta de consciência e responsabilidade do homem. Os cientistas, que conhecem os efeitos da poluição e do desmatamento, não são governantes e estes, não tomam providências para impedir o desastre ecológico. Cada um de nós pode contribuir com sua parte, mas nos grandes líderes mundiais está a responsabilidade de solucionar o problema. Países estão aí gerando desperdício, consumindo e jogando fora enquanto outros morrem de fome. Os mais ricos, mesmo tendo mais do que o suficiente, têm medo de compartilhar suas riquezas com medo de perdê-las. Entretanto, todos respiram o mesmo ar, a mesma água e o mesmo solo. Não é mais possível permanecer ignorando tudo isso. Se for difícil recuperar o que foi destruído, é preciso parar de destruir.

É preciso garantir o futuro das novas gerações promovendo uma luta sem trégua, investindo em projetos grandiosos para ver novamente a natureza revestida de esplendor, oferecendo seus frutos, a beleza e perfume das flores, o colorido exuberante se espargindo pelos bosques, parques e jardins.

Não ter garantia do futuro não é o mesmo que perder um negócio na bolsa de valores, é garantir o todo, a manutenção do planeta, as forças da natureza que sustentarão a continuidade dos seres viventes.

Nossos descendentes têm o direito de poder apreciar as grandes manadas de animais selvagens, as florestas repletas de pássaros e borboletas, os campos verdejantes alimentando a pecuária que sustentará o mundo. Os homens que dirigem o mundo devem se lembrar, que são, antes de tudo, responsáveis pelos seus filhos e pensar em que mundo eles querem que eles cresçam. Se todo o dinheiro gasto em guerras fosse aplicado para solucionar os problemas ambientais, a terra seria um lugar de harmonia, com distribuição de bens, sem fome e sem desperdício. Este deve ser um trabalho prioritário para a manutenção da espécie. Há um pensamento que diz: Você é aquilo que faz, não aquilo que diz.

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