• Postado por Tiago

O idioma é um símbolo de identidade de uma nação. Seu uso determina a origem dos que nasceram naquele país ou escolheram nele viver. Há países que usam mais de um idioma em seu território, determinando-os como língua oficial, o que pode dificultar a comunicação entre seus habitantes. O Brasil tem, como língua oficial, o idioma português falado em todo o seu imenso território.

Todo o cidadão tem o direito e o dever de falar corretamente a sua língua. Com muitas regras e exceções que dificultam o seu uso adequadamente, mas é imprescindível o esforço de cada um para se comunicar garantindo a unidade nacional. Deve ser uma preocupação constante do governo, oferecer aos brasileiros o uso correto do idioma pátrio, desde as conversas informais na família e na sociedade, proporcionando um estudo apurado nas escolas, onde os alunos aprendem, oficialmente, o idioma como disciplina obrigatória.

Mas, não é o que temos observado ultimamente. O falar negligente é comum entre as pessoas de qualquer camada social, sem compromisso, prejudicando o aprendizado de crianças e de jovens que não se preocupam com este valor nacional. O mais preocupante é verificar que professores também não primam pelo bom uso da língua portuguesa.

Este é um assunto que deveria ser discutido nas instituições educacionais, priorizando o ensino do português como dever cívico, sensibilizando os alunos para admirar este meio de comunicação que os distingue dos outros países.

Aliás, se há preocupação do governo em oferecer educação de qualidade, este será um princípio básico para educar o cidadão brasileiro. Para isto, é imprescindível que todos os envolvidos com educação estejam apaixonados pelo seu trabalho, pois da paixão nasce o desejo de realização, buscando caminhos, estratégias, recursos para alcançar os resultados esperados. Suas ações se difundirão para além dos muros da escola, levando os pais a se tornarem parceiros dos professores e se interessar pela educação dos filhos, mostrando o valor dos conhecimentos da língua portuguesa para a vida futura.

Comunicar-se é próprio do ser humano, mas falar bem a sua língua é mais do que isso, é valorizar o seu idioma. Vemos, com pesar, uma tendência em falar sem cuidado na concordância verbal, usando a terceira pessoa do verbo com a segunda, como ”tu gosta”, “tu faz” e assim por diante. Há também outros vocábulos pronunciados de qualquer forma, como se o falar descuidado fizesse parte do linguajar do povo e as pessoas acreditam que é assim que o povo entende. Observamos, lamentavelmente, políticos que usam esse pretexto para praticar demagogia nos discursos empolgados, tentando atrair adeptos, crentes de que eles falam a língua do povo. Um Presidente da República que não preza a Língua Nacional está negando sua importância como idioma pátrio, desvalorizando um dos princípios básicos da cidadania. Já dizia o grande jurista e político Rui Barbosa que “falar bem a sua língua é um dever e um direito do cidadão”.

A responsabilidade paira entre os mais cultos e, principalmente, entre as aqueles que atuam como liderança no cenário nacional, dando exemplo cidadania, fazendo com que o povo aprenda corretamente a sua língua, evitando vocábulos chulos e palavrões de baixo calão .

Se há um órgão que pode mudar este estado de coisas, esta displicência do falar, com certeza, é o Estado, que também precisa se apaixonar pelos resultados que serão obtidos, oferecendo condições dignas ao trabalhador da educação, oportunizando uma formação adequada e salário justo, compatível com a responsabilidade que lhe é determinada.

Vamos primar pelo bom uso da nossa língua mãe, de um vocabulário tão rico, cantado pelo grande poeta brasileiro, Olavo Bilac, em “A última flor do Lácio”, tendo o cuidado de falar corretamente, fazendo dessa prática um gesto que dignifique a pátria em que nascemos, que orgulhe o nosso povo.

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