• Postado por Tiago

Grand Cayman, no mar do Caribe

Às vezes penso, com lástima, na péssima aluna de Geografia que fui, procurando decorar tudo, sem nada entender. Como era jovem e com outros interesses, relevo a ignorância, mas me acho no direito de culpar aos professores que passaram pelo meu caminho, nenhum motivado a pegar um mapa e ali, correndo o dedo, explicar sobre clima, relevo e todas as características que tornam cada localidade interessante. Imagino que bom seria se a matéria acompanhasse a de História e, ao mesmo tempo, aprendêssemos sobre a descoberta de novas terras, a luta entre os países vizinhos na ânsia de aumentar o seu território e poderio.

Hoje, interessada, a primeira atitude é pegar o mapa e começar a bisbilhotar. Como só a localização não resolve, parto para a pesquisa, acompanhada da necessidade de escrever, para não esquecer. Logo desejo compartilhar as impressões com quem, gostando de viajar, não tenha condições de fazê-lo, por quaisquer motivos. É o que faço agora, um pouco na intenção de incentivar o lado aventureiro de alguém que, com todas as condições, só precise de um empurrãozinho.

Realizamos um cruzeiro no transatlântico Celebrity Infinity, de Fort Lauderdale, na Flórida, até San Diego, na Califórnia, em duas semanas de navegação. Embarcamos ao meio-dia do domingo, tendo em mãos os passaportes e o check in feito pela internet, anteriormente. A eficiência do embarque merece elogios, desde o momento em que o encarregado se apossa da nossa bagagem, mal descemos do táxi que nos levou até ali, até o reencontro com ela, colocada à porta da cabine. No primeiro cruzeiro, tanta eficiência nos fez lançar um aterrorizado olhar de despedida às duas malas, certos de que nunca mais as veríamos, o que se revelou uma injustiça.

O roteiro inclui a ilha Grand Cayman, seguida de Cartagena, na Colômbia, logo a travessia do Canal do Panamá, depois Puntarenas, na Costa Rica, mais Huatulco, Acapulco e Cabo San Lucas, no México, finalizando em San Diego, de onde voltaremos ao Brasil.

Pois este cruzeiro seguiu pelas águas esplendidamente turquesas do mar do Caribe até o arquipélago formado pelas Ilhas Cayman – Little Cayman, Cayman Brac e Grand Cayman, descobertas por Cristóvão Colombo, em 1503, e anexadas à Inglaterra em 1655, conservando ainda hoje a herança da cultura inglesa. Como colônia, o governador representa a monarquia inglesa.

Grand Cayman, onde aportamos, após um dia de navegação, é a maior das três ilhas, com 33 km de comprimento e 6 km de largura, onde vivem cerca de 22.000 pessoas. A arquitetura, o traçado das ruas, a igreja, o sentido do trânsito fazem lembrar as Ilhas Falkland, também de colonização inglesa.

Paraíso fiscal internacional, Grand Cayman possui 450 bancos. Destino turístico, é famosa pela beleza do fundo do mar, com água à temperatura média de 30 graus centígrados e paredões que podem alcançar 2.000 metros de profundidade. Vamos conhecê-lo, no submarino Atlantis, com ar condicionado e acomodação para 48 passageiros. Descemos a 33 metros de profundidade, observando, através das janelinhas, os corais, canyons, cavernas e a infinidade de peixes de diversas espécies e cores que tornam esse passeio imperdível.

Grand Cayman também possui um comércio exuberante, principalmente para venda das belíssimas joias e do artesanato local. Após visitá-lo, retornamos ao Celebrity, para seguir viagem.

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