• Postado por Tiago

Guri também foi no bueiro onde teria jogado o cartão de crédito

Tiras não tiveram sorte com os bueiros do centro peixeiro

Chaplin teria sido o lugar em que o padre e o bandido jantaram

A manhã de ontem foi de peregrinação para os tiras da central de Operações Policiais (COP) de Itajaí e para Maykon Costa Crispim, 18 anos, assassino confesso do padre Alvino Broering, 46 anos. O gurizote levou os policiais até o restaurante Chaplin, em Balneário Camboriú, onde teria jantado com o padre no dia do crime, e também no bueiro onde diz ter jogado o cartão de crédito roubado do religioso. Enquanto a polícia faz o seu trabalho, o mundo virtual bomba e sobram mensagens nas páginas do Orkut do padre e do assassino. Até os bispos brasileiros guardaram a matéria do assassinato publicada pelo DIARINHO.

Maykon tá na 2ª depê e, por volta das 10h, recebeu a visita dos tiras da COP. O guri tinha a missão de mostrar aos policiais onde jogou o cartão de crédito do padre Alvino. Primeiro os tiras foram até um bueiro em frente ao banco do Brasil, no centro peixeiro, onde ele teria jogado o cartão. Os guardinhas da Codetran fecharam o trânsito e um peão da secretaria de Obras abriu o buraco, mas nada foi achado.

O guri disse estar confuso e afirmou que pode ter jogado em outro buraco de esgoto. Os tiras foram até a frente do ferri-bote, onde outro bueiro foi aberto e nada foi encontrado. Para tentar localizar o cartão, a secretaria de Obras vai emprestar uma máquina de puxar nojerada da tubulação, pra ver se o cartão aparece. Este trabalho deve ser feito ainda hoje.

Sem ter sucesso na primeira investida, o pessoal partiu para Balneário Camboriú. Maykon revelou aos policiais que jantou com o padre na noite do crime, dia 14 de dezembro, no restaurante Chaplin, na esquina da avenida Atlântica com a rua 1300. O matador mostrou uma mesa no fundo, encostada na parede, onde eles teriam sentado para conversar.

O restaurante tem câmera de segurança e os tiras solicitaram as filmagens do dia que vítima e assassino teriam se encontrado. Como na avenida Atlântica também existem câmeras de monitoramente da polícia Militar, os tiras pediram imagens de frente do Chaplin pra tentar ver a chegada e saída dos dois do restaurante.

Mentiras

A mentira contada por Maykon sobre o tempo que ele conhecia o padre e respostas meia-boca tão colocando pulga atrás da orelha dos policiais. O investigador Luciano Miranda, que comanda as investigações, desconfia que Maykon esteja escondendo o jogo para proteger um comparsa. Pra polícia, ele não estaria sozinho com o padre no dia do crime. No final das investigações, os tiras farão a reconstituição do crime, para entender como tudo aconteceu e se Alvino teve chance de se defender da brutalidade.

Enquanto isso, Maykon e os seus cúmplices, Rafael Custódio Torman, e William Barth Ginardi, ambos de 19 anos, estão guardados na 2ª depê. Os três estão com as prisões temporárias decretadas por 30 dias e o delegado José Celso Corrêa entrará com o pedido de prisão preventiva ? aquela por tempo indeterminado ? para o trio.

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