• Postado por Tiago

Maykon levou policiais até a pista de skate na manhã de ontem

Faca e carteira de motora do padre tavam escondidos embaixo de pedra

Os policiais da central de Operações Policiais (COP) e Maykon Costa Crispim, 18 anos, assassino confesso do padre Alvino Broering, 46, colocaram o pé na estrada cedo. O matador saiu da jaula pra mostrar onde escondeu a faca usada pra matar o religioso. A arma do crime tava escondida no fundo da pista de skate, no centro de Itajaí, dentro de uma sacola e embaixo de pedras. A carteira de motorista do padre também estava no local.

Foi fácil pros tiras encontrarem a arma. O rapaz foi até os fundos da pista, mostrou o local onde havia deixado a faca e só restou aos tiras levantarem as pedras e pegarem a sacola com a faca. Nela ainda tinha vestígios de sangue. A arma será encaminhada pro instituto Geral de Polícia (IGP), onde será realmente comprovado se o sangue na faca era do padre.

Maykon também resolveu mudar o seu depoimento à polícia. Na primeira versão, Maykon disse que conhecia o padre há duas semanas e que marcou um encontro só pra roubar o carro do religioso. Agora, o rapaz revelou que tava saindo com o padre Alvino desde o início de 2009. Acompanhado de seu advogado, Alexander Bernardes de Souza, o assassino disse que matou o padre porque o religioso ameaçava contar pra sua família sobre o envolvimento entre os dois.

?Nós éramos só amigos e ele começou a se aproximar demais de mim, querendo algo a mais. Eu disse que ia cair fora e o padre começou a me ameaçar?, contou ao DIARINHO. Com isso, a defesa pretende desqualificar a acusação de latrocínio, roubo seguido de morte, e espera que Maykon responda pelo crime de assassinato. A ideia é diminuir a pena do gurizão. Se for condenado por latrocínio, Maykon pega de 20 a 30 anos de jaula. Por assassinato simples, de seis a 20 anos de cana, ou se responder por assassinato qualificado, já que o motivo da morte foi bobo, a pena é de 12 a 30 anos.

O assassino também apresentou uma nova versão pra noite em que esfaqueou Alvino. Ele disse que os dois discutiram no Chaplin, em Balneário Camboriú, e na volta pra Navegantes pediu pra parar o carro e continuar o bate-boca. Quando o padre encostou o possante, perto do pátio do posto de gasosa Maiochi, às margens da BR-101, ele puxou a peixeira. O matadô garante que queria só dar um susto na vítima pra ela parar de ameaçá-lo, mas como o religioso saiu correndo pedindo ajuda, resolveu meter a faca.

A história de que os dois se conheceram pelo Orkut e que só se falavam há duas semanas também foi desmentida pelo bandido ? o que o DIARINHO já tinha descoberto no dia em que o traste foi preso. Maykon diz que amigos em comum o apresentaram pro padre e que os dois começaram a sair desde janeiro de 2009. ?Ele me levava pra passear, comer pizza, fazer lanche, mas nunca rolou nada entre a gente?, se esquiva o vagabundo. Ele disse que recebia dinheiro e presentes do padre, que prometia arrumar um trampo pro gurizão, que tava desempregado.

Embora jure que não tinha um namorico com Alvino, Maykon revelou que sabia de outros relacionamentos íntimos do padre com gurizões, mas que não se importava com a situação. Maykon afirma que não tinha ciúmes dele.

Segundo o advogado do assassino, Maykon tava muito nervoso no dia em que foi preso e por isso inventou quase tudo que falou à polícia naquele dia. ?Passado o susto, ele resolveu contar a verdade pra polícia?, diz Alexsander. Mesmo tendo mudado da água pro vinho o seu depoimento, o bandido continua dizendo que armou tudo sozinho.

Imagem de Amostra do You Tube

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