• Postado por Tiago

Depois que os nomes dos denunciados pelo Ministério Público na Operação Transparência foram confirmados, uma porrada de podres dos caras começa a aparecer. O médico Armando Taranto Júnior, por exemplo, que teria servido de elo entre o diretor-geral da Secretaria da Fazenda, Pedro Mendes, e o empresário Eugênio da Rosa, já havia sido condenado a cinco anos de prisão por ter participado de uma quadrilha que desviou mais R$ 2 milhões do Hospital de Caridade, em Florianópolis.

A roubalheira teria acontecido em 1998, quando a Polícia Civil recebeu uma denúncia de que funcionários do Hospital estariam desviando dinheiro da entidade. Nas investigações, os meganhas descobriram que diversos medicamentos que estavam na lista de compras nunca foram entregues, e concluíram que participaram da fraude 18 funcionários, entre eles Armando, que na época era superintendente e diretor geral.

Em 2006, Armando foi condenadoa uma pena de cinco anos e 11 meses de cadeia, em regime semi-aberto, mas recorreu da decisão e entrou com um pedido de habeas corpus, e por isso, está livrinho da silva.

Nem sabiam

O mais incrível desta história é que na secretaria de Administração, onde a Perícia Médica do Estado está vinculada, ninguém sabia que Taranto havia sido condenado. Segundo a assessoria de secretaria, mesmo com a condenação do bagrinho, nada poderia ser feito contra ele, já que na época, o cara não estava ocupando uma função na administração do Estado, e não poderia ser punido.

O abobrão da secretaria também não soube informar se foi aberto algum processo administrativo contra o médico, mas garante que ele não será afastado até o secretário José Nei Alberton Ascari ter lido tintim por tintim todo o relatório do caso atual.

A redação do DIARINHO tentou entrar em contato com o dotô Armando, tanto na Perícia Médica, quanto em seu consultório, no centro de Florianópolis, mas ele não estava em lugar nenhum, e não retornou as ligações.

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