• Postado por Tiago

Desde outubro do ano passado que dona Maria Aparecida Mafra, 49 anos, está sem tomar os remédios antidepressivos que precisa. O problema é devido à falta de médicos no centro de Atenção Psicossocial de Itajaí (Caps).

Maria parou o tratamento que fazia porque não conseguiu mais a receita médica pra pegar os remédios no postinho da prefa. De três em três meses tem que se consultar com um psiquiatra para o dotô assinar a receita e liberar a medicação de uso controlado. “Tomo antidepressivo e tô passando por uma fase difícil, tô perdendo a visão. Até agora ainda tô bem, mas imagina aqueles casos mais graves”, comenta.

Há quatro meses dois médicos pediram exoneração do Caps. Agora, apenas um psiquiatra atende todos os pacientes. Por isso, Maria ainda não conseguiu ser atendida.

Médicos em extinção

Através da assessoria de imprensa, a prefeita em exercício Dalva Rhenius (DEM) afirmou que a prefa tá enfrentando um problemão com a falta de médicos que cuidam da cabeça. Pra dar fim no impasse, na segunda-feira abriram as inscrições pro processo seletivo público simplificado na área da saúde. A contratação de médicos em caráter emergencial foi autorizada pelo ministério Público. Tão sendo oferecidas quatro vagas pra psiquiatria. Com a medida, a secretária de Saúde e prefeita em exercício espera botar fim na escassez de dotores e normalizar o atendimento no Caps.

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