• Postado por Tiago

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Dentre os capítulos mais tristes desta história estão as centenas de denúncias de erro médico. E entre as vítimas não tinha só zé povão, mas também muito figurão. Um destes casos foi de Delço Rocha, morto aos 43 anos em abril de 1983 de ataque cardíaco. Sua irmã, a vereadora Teresinha Romagnoni, processou Silvano Caminha por negligência. Em novembro de 1985, foi a vez do cantor Wilson Renato, famoso pela música ?Enchente de Lágrimas?, quase bater a caçuleta.

Em junho de 1988, o arquiteto Nilson Edson dos Santos, 29, que já tinha sido ilustrador do DIARINHO, morreu de hemorragia interna. Ele tinha esperado cinco horas pra ser atendido e só conseguiu através de um deputado. A família acusou o hospital de negligência e o prefeito Arnaldo Schmitt mandou abrir inquérito policial. Em março de 1991, o ex-vereador e gerente do BESC, Abílio do Canto, morreu aos 54 anos de parada cardíaca. Novamente rolou a suspeita de erro médico e o próprio hospital abriu sindicância pra investigar.

Entre os casos mais grotescos está o do ex-copeiro do Célio?s, em agosto de 1981. Luiz Carlos Cipriano, 19 anos, foi internado com dor nas costas e saiu morto. Na certidão de óbito: causa indeterminada. Acusaram o hospital de cortar a virilha do moço sem anestesia pra colocar sonda e quebraram os dentes. No velório, ele espumava e escorria sangue!

A dona justa deu o ar da graça em janeiro de 1988, quando os médicos do hospital Menino Jesus Celso Schimitt e Luiz Antônio Flores foram processados por ter engessado errado a perna do garoto Luciano, seis anos, que ficou torta. Em fevereiro de 1989, Jânio Airoso quase perde a cabeça quando o filho Thiago, de um ano e meio, morreu ao fazer uma cirurgia corretiva nos pés. Ele era alérgico ao anestésico. E em 27 de janeiro, um erro surreal: em vez de receitar um creme para lábios rachados, o médico receitou creme vaginal!

Não sentia as pernas

Clementina Gaspari Debórtolli, 67 anos, morreu três horas depois de ter sido atendida no pronto-socorro do Marieta, em junho de 1988. Ela teve um enfarte após tomar os sedativos que lhe foram receitados. Em julho de 1991, Cantalícia Correa Mendes, 34 anos, quase teve o bebê sozinha porque o ginecologista Jorge Rebelo tava puxando um ronco. Quando acordou, o médico deu um esporro nas enfermeiras por terem cortado a vagina dela errado. Dois dias depois, a mulher não sentia a parte debaixo do corpo.

Em março de 1991, o ortopedista Antônio Flores engessou errado a perna de Maicon Michel, sete anos, que tinha quebrado o fêmur num atropelamento. Só botou uma tala e disse pra vir no outro dia em jejum, daí, não tinha anestesista. No mês seguinte, o plantonista César Humberto Barbieri mandou dona Alvina Souza da Silva pra casa depois de receitar Plasil. Mas não era diarreia, era AVC.

Em dezembro de 1992, o médico Sérgio Janczeski é condenado pelo juiz Genésio Nolli Filho pela morte de Willi Pokrywiski. Ele tava enfartando e o médico deu remédio pra pneumonia. Em maio de 1993, o TJ condenou o médico Renato Pegorin por homicídio culposo pela morte de um agricultor, enquanto ele tava no Mato Grosso, caçando, graças a um atestado médico falso.

O clínico geral Humberto D?Ávila e ortopedista João Carlos Schleder foram responsabilizados em junho de 1983 pela morte de Maurício dos Santos. Ele morreu de infecção generalizada por causa de um acidente no ferri-bote e a dupla só receitou anti-inflamatórios e a infecção sispalhou.

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