• Postado por Tiago

No final do ano passado, os pais da garota resolveram se separar. Diante da possibilidade de ficar longe do pai, ela finalmente se encheu de coragem e disse à mãe que tinha sido violentada. “Ela começou a me fazer perguntas, disse que eu não devia contar pra mais ninguém, e quis se mudar pra Indaial”, conta.

As coisas iam bem, até que a mãe resolveu aceitar o pai de volta. “Ouvi ela falando no telefone que o que eu dizia era coisa do demônio pra separar os dois, e que se eu abrisse a boca de novo ela iria deixar ele me dar uma surra”, revela.

Apavorada, a menina não teve alternativa senão fugir de casa. A fuga rolou há uma semana. Ela esperou a mãe sair e caminhou a pé, por quase duas horas, até a rodoviária de Indaial. Voltou pra Camboriú, e decidiu contar tudo à polícia. “O que me revolta é que quando eu mais precisei da minha mãe, ela não quis me ajudar”, diz a garota.

Ela tá preocupada porque, além do irmão, que tá com 10 anos, também tem uma irmãzinha de cinco. “E se ele fizer isso com ela também? Foi nessa idade que ele começou a mexer comigo”, apavora-se.

Hoje, a menina tá vivendo sob proteção do conselho tutelar, num local que não é revelado, pra evitar que o pai tente judiar dela novamente. O safado já chegou a procurar por ela na casa de uma tia. “Não consigo andar na rua tranquila. Meu medo é que ele me encontre e tente fazer alguma coisa contra mim”, diz.

Investigação

A denúncia da menina foi comprovada através de um exame feito no instituto Médico Legal (IML). O delegado Rodrigo Coronha, que tá responsável pelo caso, não foi encontrado ontem à tarde pra comentar como andam as investigações. No início da semana, ele tava analisando as provas pra decidir se mandava prender o pai da garota, ou entregava o inquérito pra que a dona justa tomasse uma decisão.

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