• Postado por Tiago

Um menininho de nove anos, que foi encontrado esta semana pela puliça Militar acorrentado à sua cama, em Palhoça, fez ontem exames no instituto Médico Legal (IML) pra comprovar se sofreu mais algum tipo de agressão. A mãe do pobrezinho, que foi a responsável pela judiaria, já tá engaiolada no presídio Feminino da capital manezinha, e vai responder na dona justa por ter mantido o filho em cárcere privado.

A história só foi descoberta porque vizinhos do menino, injuriados com a maldade, avisaram à polícia. Os milicos pintaram na casa da família, no bairro Caminho Novo, na tarde de quarta-feira, e encontraram a criança com os pezinhos presos à cama por uma corrente. A vizinhança disse aos policiais que não era a primeira vez que a mãe do garotinho, Maria Doraci, acorrentava o pobrezinho quando saía pro trampo. A muié é dona de um brechó.

A monstra e o filho foram encaminhados à depê da city, e o caso ficou nas mãos da delegada Gisele de Faria Jerônimo. O menino tinha umas marcas avermelhadas nas costas e nos braços, e disse aos policiais que tinha apanhado com golpes de mangueira. Ele foi encaminhado a um abrigo, onde deverá ficar até que o inquérito esteja terminado.

Em sua defesa, a mãe malvada disse que prendia o filho em casa porque ele é levado e costumava fugir. “Tem B.O.s registrados por ela, relatando fugas dele. A mãe diz que ele chegava a ficar dois dias fora de casa, e não tava matriculado na escola”, disse a delegada. Mas a dotôra acha que nada justifica o que Maria Doraci fez. “É um fato grave, porque se essa criança já tinha problemas, a mãe foi pelo pior caminho possível”, comenta.

Nos próximos dias, a polícia Civil vai ouvir o pai, as três irmãs do menininho e os vizinhos que testemunharam as agressões. A delegada quer saber se rolava alguma coisa errada com a família, que motivasse o pequerrucho a fugir de casa.

Ontem ele passou por uma renca de exames no IML, que vão dizer que tipo de violências ele sofria, e também conversou com uma psicóloga. Com base no relato do menino e no resultado dos exames, vai ser possível dizer se a criança pode ou não voltar pra casa.

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