• Postado por Tiago

Cláudio Bersi de Souza

Eu e Lúcia, com o casal amigo Dedé e Tana, decidimos aproveitar os domingos visitando nossas praias para sentir o quanto têm desenvolvido nos últimos anos. No dia 14 de junho começamos por São Francisco do Sul – claro visitando o Museu do Mar, algo simplesmente fantástico que mostra desde a caça à baleia até o pequeno barco em que Amir Klink, em 100 dias, fez a travessia do Atlântico a remo. Daí às praias, com destaque para Ubatuba e Enseada que se transformaram em requintados balneários.

Balneário Barra do Sul, município que nos surpreendeu pelo crescimento. Atração fascinante aquelas ilhas ao largo: Tamboretes, Remédio, Araras, Lobos.

Barra Velha, Itajuba, Praia do Grant, Piçarras – já se interligaram e avançaram em rápido progresso.

Dia 23 rodeamos a Ilha de Santa Catarina, buscando Ribeirão, Pântano do Sul, Armação, Campeche, Lagoa, Joaquina – aquela tainha grelhada na pitoresca Barra da Lagoa – Santinho e Costão do Santinho, Ingleses, Ponta das Canas, Canasvieiras, os dois Jurerê, Sambaqui, Santo Antônio de Lisboa, Cacupé, Saco Grande, Praia de fora – todas são como extensão do centro da Capital catarinense que é inigualável em desenvolvimento e beleza. Florianópolis é mesmo a Ilha da Magia.

Dia 5 de junho, nosso roteiro começou por Itapema desde o recanto norte, partindo dali em direção à Meia Praia, admirável balneário que se compara aos principais do país. Dali à tradicional Porto Belo onde se desenrolava a Festa da Tainha. Mas nosso passeio recomeçou só depois da duas horas da tarde quando fomos a Quatro Ilhas, Mariscal, Canto Grande e Zimbros, pois ao chegarmos a Bombinhas tivemos a grata surpresa de encontrar o velho amigo Wilson Rebello. Foi uma feliz coincidência. Levou-nos para sua casa, Dª Ingred nos recebeu com muito agrado, acolheu nossas esposas, e ficamos à vontade. Lembramos da infância e adolescência do Wilson em Armação de Itapocorói, no tempo em que seu pai, expedicionário da FEB, o Chico do Correio, trabalhou como estafeta quando era agente o senhor Domingos Aniceto. Wilson tem descendências em Bombinhas. O que não faltou foi tainha, pois ele mesmo é pescador na praia. Almoçamos no restaurante Casa da Lagosta (tira-se o chapéu). Discorremos sobre casos e acasos, até filosofamos: “não se deve reviver fatos desagradáveis… Passado não tem volta. Cada dia que passa, cumpre-se uma etapa e começa vida nova”.

Na volta, fomos até o canto do Araçá, passamos pelo remanso do Caixa d’aço onde a costa se curva com abrigo para todos os ventos. Já pela tardinha chegamos a Balneário Camboriú saindo à beira-mar. Percorremos toda a Avenida Atlântica, bastante movimentada naquela hora do crepúsculo. Não haveria espaço para descrever tantas belezas. Ainda deu tempo de descermos em Cabeçudas (cartão postal de Itajaí), passar pela pedra que a natureza talhou que se chama Bico do Papagaio, Atalaia e a belíssima entrada da barra. Logo costeamos o Saco da Fazenda e atingimos o Ferryboat que nos levou a Navegantes. Deixando a exuberante e longa praia que interliga com Gravatá, chegamos a Armação de Itapocorói, nosso destino de regresso, etapa final daquele passeio de domingo.

Em breve iremos revisitar as 19 praias e comunidades do município de Penha para ver o que está mudando com a nova administração.

claudiobersi@superig.com.br

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