• Postado por Tiago

Mercadinho tá na mira da malocada do bairro que vira e mexe tá por lá

O comerciante Clóvis dos Anjos viu a morte de perto quarta-feira, mas escapou ileso para contar o drama que viveu. A decepção do comerciante com a onda de assaltos no bairro só não é maior que o desespero de ver o pedido de socorro feito à polícia militar demorar a ser atendido, enquanto o bandido fugia a pé com todo o dinheiro do caixa. Esta foi a terceira vez que a malocada assaltou o mercado Clóvis, que fica na rua Gercino José Pereira, nos Cordeiros.

O bandido rendeu o comerciante e a mulher com uma arma, pegou a grana que tinha no caixa e o ameaçou o casal de morte. ?Todos os comerciantes dessa rua já foram assaltados este ano?, conta Clóvis. No dia do crime, ele ligou duas vezes pra emergência da Polícia Militar (190), mas não foi atendido.

?É um absurdo que a gente pague impostos para eles não atenderem?, bufa. O coitado contou que só conseguiu falar com o serviço de emergência um tempão depois que o bandidinho desapareceu pelas ruas do bairro. Conforme Clóvis, os milicos tavam mais preocupados em saber o número do telefone e o nome de quem tava fazendo a chamada, do que atender a ocorrência. No meio do desespero, o comerciante chegou a perder a paciência e desligar o telefone na cara do policial militar que o atendia. A bandidagem já tinha atacado o mercado outras vezes, mas esta foi a primeira que o mequetrefe meteu uma arma nas fuças do comerciante e da mulher dele.

O outro lado

O tenente Luís Carlos Cruz dos Santos, responsável pelo setor de comunicação da polícia militar peixeira, explica que pedir o telefone da vítima é padrão da corporação. O telefone serve para entrar em contato mais tarde com a pessoa que sofreu o assalto.

O oficial esclareceu ainda que em horários de pico as linhas do 190 ficam congestionadas. Como a polícia trabalha com um sistema de ramais, mesmo que esteja ocupado o telefone toca. ?Acontece também das linhas ficarem ocupadas com trotes. Normalmente, no horário de saída das escolas, as crianças costumam ficar passando trote?, completou o tenente.

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