• Postado por Tiago

Vítima não registrou ocorrência , mas será intimada pelos tiras

Os homisdalei de Balneário Camboriú tentam descobrir quem são os dois malencarados que tacaram fogo num carango com a vítima dentro. O crime rolou pelas 14h de quarta-feira, mas somente ontem foi divulgado, pois o motora não registrou ocorrência na depê. Os bandidos renderam o dono do possante, o fizeram rodar por alguns minutos e abandonaram o carro e o coitado entre as chamas no alto do morro da antena, no bairro Pioneiros.

A vítima, que não teve o nome divulgado, contou aos meganhas que a abordagem rolou quando ele seguia no Astra, placa BEM 7943 (Balneário Camboriú), pela avenida das Flores. Ele foi rendido por dois safados que passaram trepados numa motoca e mostraram um trabuco. Os bandidos o obrigaram a estacionar e um dos trastes embarcou no carro.

O bandido teria obrigado o dono do carro a dirigir por meia hora em direção a Itajaí. Quando chegaram ao bairro Pioneiros, o malencarado obrigou o cara a subir o morro da antena, que começa na rua Bibiano dos Santos. Depois de atravessar a esburacada estrada, o comparsa motoqueiro também apareceu.

Os vadios teriam descido a porrada na vítima e tacado fogo no possante com ela dentro. Em seguida, montaram na cabrita e fugiram. O dono do Astra, mesmo agredido, conseguiu pular fora do carro e chamou os bombeiros. Os vermelhinhos correram até o local, mandaram água no carango, mas já era tarde demais. O carro ficou destruído e não sobrou nem um pedaço de lata inteiro pra contar história.

O coitado ficou com um braço queimado e foi levado pra tratamento no hospital Santa Inês. Os tiras foram avisados da treta quando o sujeito já recebia o atendimento dos médicos. Apesar do rolo, ele preferiu não registrar ocorrência.

O delegado Artur Nitz conta que ficou sabendo do crime ontem e pediu a um perito que analisasse o carro, que ainda estava no alto do morro. Como a mata é fechada pacas, nem o guincho conseguiu chegar lá.

Não foi registrada queixa sobre o crime e, por isso, o dotô quer bater um papo de perto com a vítima. ?Vou intimar a vítima pra dar depoimento e prestar esclarecimentos?, disse o delegado. Enquanto não escuta o sujeito, o dotô não quer dar palpites sobre o que teria motivado a ação dos bandidos.

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