• 31 out 2009
  • Postado por Tiago

Essa é a vibe que toma conta da gente logo após assistir ?This is it?, documentário com os últimos ensaios de Michael Jackson. Verdade seja dita, essa até pode (e é) ser (mais) uma maneira rápida de lucrar com a morte deste lançador de moda, manias, estiloso rei do pop, mas também uma forma de mostrar a gente o que ele poderia ter feito se não tivesse morrido menos de um mês antes de dar início a uma temporada de 50 shows em Londres. Se você for assistir, seja qual for a perspectiva, o que se vê no filme de cerca de 1h40 de duração é um artista cheio de energia, modesto embora obstinado, que não mede esforços para que tudo saia do modo como ele imaginou. Michael é uma dessas comoções que mexem com a gente, que fazem a gente pensar. O que se pode dizer de tudo isso, desse gênio que marcou a história da música, a nossa própria história? Que criou polêmicas e que nunca se aceitou? Triste vida a dos ídolos, das pessoas muito famosas ? sempre pensei nisso. E sempre tendo Michael Jackson como foco principal, já que era ele quem mais demonstrava que essa equação não fechava. Triste também nisso tudo, depois de ver um MJ cheio de energia e carinhoso com sua equipe, é saber que a vida dessas pessoas não lhes pertence, por isso ficam descontroladas, perdem a essência. Não deve ser nada fácil. Ser um dos negros mais famosos do mundo? e querer ser branco. É de pirar, mesmo.

Tudo de bom vê-lo com aquelas coreografias incríveis, aquele suingue só dele ? e que ele mostrava desde os 6 anos? Nada disso nunca existiu antes  dele e nunca mais existirá igual. Nada em excesso dá certo ? muito menos fama. Essa gente toda é muito infeliz: não pode nem ir aonde quer na hora que quer ? e esse é o maior golpe. Chegar lá e não ter liberdade? Isso definitivamente não combina com o que eu considero ?o bom da vida?! Tô fora?

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