• Postado por Tiago

O 12º Batalhão da Polícia Militar, em Balneário Camboriú, ganhou um hóspede nada ilustre. Um milicoguentado ali desde domingo, quando foi grampeado em Benedito Novo, pertinho de Blumenau, suspeito de ter tentado arrombar um caixa eletrônico do Banco do Brasil junto com um comparsa. Nos próximos dias ele será transferido pro 4º batalhão, na capital manezinha, onde fica o xilindró dos meganhas.

Na madrugada de domingo, o vigilante da prefa de Benedito Novo, que fica ao lado do banco, percebeu um movimento estranho no pedaço. Já passava de meia-noite e dois homens tavam dentro do espaço de autoatendimento, que ele sabia que fechava às 22h. Desconfiado, o vigia chamou a polícia.

Assim que os meganhas se aproximaram, o Ford Fiesta, placa AHQ-1419 (Itajaí), saiu da frente da agência, cantando pneu. Os milicos entraram no banco e viram que o estrago tava prestes a ser feito. Marretas e uma máquina de corte tinham sido espalhadas na chón, e as camerazinhas bizolhudas tavam viradas pra cima.

Os puliças saíram à cata dos responsáveis pela cagada, e encontraram a caranga três quilômetros à frente. Eles mandaram os ocupantes descer, e perceberam que um deles era o soldado Jhonny Matos da Silva, 24 anos, conhecido na região por ter trampado dois anos na cidade vizinha de Doutor Pedrinho. Com ele foi encontrada uma pistola argentina calibre 380, sem registro.

O comparsa do policial se apresentou como Jessé Nazário, mas a polícia desconfia que ele tenha dado uma identidade falsa. Os dois foram levados pra delegacia, em flagrante.

Um oficial da PM de Timbó acompanhou a prisão do soldado Jhonny na depê. Em seu depoimento, ele fez boquinha de siri e disse que só vai se manifestar na dona justa. Logo após ouvir as perguntas do delegado Gilberto Azevedo, que investiga o caso, o policial foi levado pro batalhão de Balneário, onde trampava há um ano no policiamento de rua. O comandante da Maravilha do Atlântico, tenente-coronel Cláudio Roberto Koglin, disse que vai ouvir o soldado, e depois encaminhá-lo a Floripa. Ele vai responder um processo na justiça comum, pela tentativa de arrombamento do cofre e o porte ilegal de arma, e outro na dona justa dos milicos.

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