• Postado por Tiago

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Abrigo funciona nesta casa do bairro São João

Desde quarta-feira, a fundadora e até então presidente do abrigo Luz do Amanhã, Cida Cascaes, não tá mais à frente dos trabalhos da instituição. O ministério público colocou uma interventora no abrigo com a missão de analisar tudo o que tá rolando no local. A escolhida é uma técnica da Apae, que foi nomeada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Itajaí (Comdica), que ficará lá por pelo menos seis meses.

A promotora substituta da infância e juventude, Rejane Gularte Queiroz, explicou que a interventora vai administrar o abrigo e terá que levantar a atual situação contábil e estrutural do lugar. Além disso, informações detalhadas sobre o desenvolvimento das crianças que lá se encontram terão que ser repassadas. A dotôra esclareceu ainda que toda a diretoria foi provisoriamente afastada.

O secretário da criança e do adolescente peixeiro, Nilson Luiz Ramos de Oliveira, garantiu que ainda é muito cedo pra se tirar qualquer conclusão. ?Neste momento só o que queremos é o bem estar das crianças. Já solicitamos uma avaliação médica pra ver se está tudo em ordem?, contou.

O abrigo Luz do Amanhã fica na rua professor Mário Mello, no bairro São João, e atende hoje 11 crianças, sendo a maioria delas com algum tipo de deficiência física ou mental.

Vítima de perseguição

Ontem à tarde, a presidente afastada do abrigo procurou o DIARINHO com uma carrada de documentos. Cida Cascaes disse que pode comprovar que não há irregularidades na administração da instituição e que, desde 2005, sofre perseguição política. Ela garante ainda que um dia antes da intervenção ela mesma informou à dona justa que o abrigo não tinha mais condições de funcionar.

Cida falou que tudo teria começado por causa dos 11 funcionários do Luz do Amanhã. Os profissionais trampam lá por contrato e não têm carteira assinada. Ela conta que, diante disso, o Comdica decidiu não repassar mais a verba de pouco mais de R$ 12 mil pra manter a casa e as crianças. ?Nós só recebemos a verba nos três primeiros meses do ano. Depois, por causa dessa questão do não pagamento do INSS dos funcionários, o convênio foi cortado?, afirma.

A fundadora disse que as dívidas do abrigo chegam a quase R$ 40 mil. O aluguel da casa, que é de R$ 1,2 mil, tá atrasado há três meses e o dindim dos funcionários também não sai desde então. ?A comida das crianças a gente vai dando cheque pra pagar. E a conta de luz, pra não cortarem a energia, tive que pagar do meu bolso?, explicou.

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