• Postado por Tiago

Paulo Bernardo, ministro do Planejamento, anunciou que esta semana terá uma conversa pé de ouvido com o presidente Lula para que o fim da redução das alíquotas do imposto sobre produtos industrializados (IPI) seja feita devagarinho e não de uma tacada só, como está previsto para o final deste mês.

Os engravatados do governo estão numa sinuca de bico. Se cortam de uma vez só o benefício, temem paralisar um setor importante para a economia nacional, que é a indústria automobilística, que além de gerar milhares de empregos diretos, ainda consome produtos de vários outros setores. Se mantêm a redução do IPI, geram um problemaço para o governo, que desde o início do ano deixou de arrecadar aos cofres públicos R$ 10,87 bilhões só com a redução desse imposto para carangos, materiais de construção e eletrodomésticos da chamada linha branca, como geladeiras e máquinas de lavar.

O governo também estuda medidas para reduzir os gastos públicos. “Se temos menos receitas, temos que adequar as despesas. Não há como escapar disso”, disse o bocudo do Paulo Bernardes, adiantando que vai propor ao presidente Lula cortes de verbas em vários ministérios.

A redução do IPI

Em dezembro de 2008, um decreto presidencial reduziu o IPI dos carros populares de 7% para zero. Para os modelos médios, o governou cortou o tributo pela metade, com uma diminuição da alíquota de 13% para 6,5% (movidos a gasolina) e de 11% para 5,5% (nos modelos flex e a álcool). Em março, a medida foi reeditada e incluiu também os materiais de construção e os eletrodomésticos. O governo fez isso pra incentivar o consumo, manter a indústria funcionando, evitar o desemprego e botar mais dinheiro pra circular na praça.

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