• Postado por Tiago

No quarto de Lindomar só sobraram os colchões e uma bagunça danada

O rapa-fora que rolou esta semana no hotel Canorte, em Balneário Camboriú, depois de um pedincho de reintegração de posse, ainda promete dar pano pra manga. Um dos moradores que conseguiu uma decisão liminar pra permanecer por ali mais 15 dias, até arrumar outro canto pra morar, acusa o oficial da dona justa de ter feito pouco caso da decisão. ?Eu perguntei onde tavam as minhas coisas e ele nem me respondeu. Pude voltar pra casa, mas não encontrei mais nada do que era meu?, siqueixa Lindomar Nunes, 62 anos.

No início da semana, as 55 pessoas que moravam nos quartos do Canorte ficaram sabendo que o hotel tinha pendengas na justa e seria esvaziado num prazo de 48 horas, por conta de um processo de reintegração de posse. O canetaço foi da juíza Marisa Cardoso de Medeiros, da 1ª vara cível da Maravilha do Atlântico. No papéli, a dotôra garante que os donos do imóvel já sabiam que os dias do Canorte tavam contados há mais de um ano.

Na quarta-feira à noite, o oficial da dona justa pintou no hotel pra fazer o bota-fora. Com exceção de seu Emanoel Franco Del Castillo, 81, que tinha conseguido no final da tarde uma decisão judicial pra poder ficar por ali por mais duas semanas, o restante do pessoal foi obrigado a sair.

Mas na hora da retirada, o morador do quarto de número 20, Lindomar Nunes, tava no hospital por conta de um problema no joelho. Quando voltou pra casa, por volta das 20h, encontrou seu apê arrombado. Todos os seus pertences tinham sido levados junto com os dos seus vizinhos.

Na quinta-feira, o advogado dele conseguiu uma liminar como a de seu Emanoel, que foi aceita pela juíza. Ele ganhou seu quarto de volta por mais alguns dias, mas tudo o que tinha tomou Doril e sumiu. ?Minhas roupas, meu microondas, meu notebook e até meu celular foram levados e eu não sei pra onde?, conta.

Ontem à tarde, o oficial de justiça teria pintado novamente no Canorte. ?Mostrei pra ele a liminar, e perguntei onde tavam minhas coisas. Ele não me deu bola, deu um sorrizinho atravessado e não me respondeu?, diz Lindomar, que tava perdidão. ?Nunca passei por uma situação dessa, não sei o que fazer. Desde quarta-feira tô só com a roupa do corpo?, lamentou. Injuriado, ele acabou registrando um boletim de ocorrência contra o oficial da dona justa na depê do Balneário.

Siscafedeu

A assessoria da juíza Marisa disse que o local pra onde foram levados os pertences dos moradores só poderia ser informado pelo oficial de justiça. Mas o responsável pela retirada do pessoal do Canorte não foi encontrado no fórum pra comentar as acusações de Lindomar.

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