• Postado por Tiago

Há um ano os moradores da rua 2400, no centro de Balneário Camboriú, têm que conviver com uma barulheira infernal. Todo santo dia, de manhã cedinho e no começo da madruga, aturam ruídos de motor, falação alta e bateção de porta. O auê, diz um morador da rua, é feito por guardinhas da companhia de desenvolvimento e urbanização (Compur) da prefeitura e acontece durante a troca de turnos. O reclamo já foi até parar no ministério público.

O estudante A.H.S., 30 anos, conta que o pior momento é às 6h30. O galo mal canta e os funcionários da Compur já tão lá, na frente do portão, arrancando motos e falando alto. “É uma zona. Ficam gritando, fazem até cavalinho de pau com as motos”, acusa o estudante. “Considero isso perturbação da ordem pública”, completa.

A. diz que ele e os vizinhos fizeram um abaixo-assinado. Foram 60 assinaturas de moradores da vizinhança no documento entregue ao MP. A promotoria chegou a puxar a orelha dos abobrões da secretaria municipal de segurança. Mas, reclama o estudante, nada foi resolvido. “Eles são sem lei. Já procurei até a polícia, mas não temos muito o que fazer”, lamenta A..

Vão se mudar dali

O problema deve durar por mais uns três meses. Quem afirma isso é Paulo Seabra, diretor da secretaria de segurança da prefa de Balneário Camboriú. O abobrão admite que tem muita movimentação no local no início e ao final da noite. Pra acatar a determinação do promotor, Paulo diz que já pediu para os guardinhas fazerem menos barulho. “Mas não tem jeito. Claro que a gente orienta o pessoal a fazer o mínimo possível, mas às vezes não tem nem como”, reconhece.

A boa notícia, pros moradores da rua 2400, é que a Compur vai se mudar pra rua Acre, no bairro dos Estados, daqui a três meses.

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