• Postado por Tiago

Pros moradores, vai faltar escola e trampo pros novos vizinhos

Os moradores da rua Carlos de Paula Seára, no Gravatá, em Navegantes, estão cocudos com uma suposta construção de casas populares na avenida Radial. O pessoal teme que a área fique marginalizada, que encha de gente sem emprego e acabe faltando vagas de trampo para toda gente que deve chegar na comunidade com a construção do loteamento popular. O prefeito Roberto Carlos (PSDB) rebate dizendo que serão apenas 30 casas e que o bairro tem estrutura para suportar os novos moradores.

Arno Sharf, 60 anos, secretário da Associação de Moradores do Gravatá, tá encucado com a história do loteamento. Pra ele, a área pretendida para a construção das casas seria de preservação permanente.

Silvestre Leonardo Berns, 52 anos, e a mulher Braulina Maria Marques Berns, 47, tão preocupados é com a poluição e a emissão de esgotos do loteamento. Lembram que tiveram que construir sumidouros para dar fim na cagança da baiuca, porque o bairro não possui um sistema de esgoto.

José de Lima Guaripuna, 58, Orlando de Souza, 41, e Antônio Braz Meis, 58, são outros moradores que também estão preocupados. Querem saber da prefa se as vagas de emprego e das escolas irão aumentar com a chegada dos novos moradores. Como o bairro já tem um histórico de ocupação irregular de terrenos, o povão da rua Carlos de Paula Seára tem medo que o local vire violento e marginalizado.

O prefeito Bob Carlos explica que serão construídas 30 casas para os navegantinos carentes com recurso do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Para o prefeito, os cerca de 120 novos moradores não devem gerar grande impacto num bairro que já tem mais de cinco mil habitantes.

Bob Carlos argumenta ainda que as casas populares são erguidas justamente para conter a onda de ocupação irregular no Gravatá. A previsão é a de que as obras do loteamento comecem no início do ano que vem.

Pelos mapas da secretaria de Urbanismo da prefa, exibidos ao DIARINHO, o local onde as casinhas populares serão construídas não é de preservação ambiental. Por isso, a obra tá liberada.

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