• Postado por Tiago

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Famílias tão esperando num hotel

Enquanto vê suas antigas moradias serem detonadas pela malocada, o pessoal retirado do loteamento Jardim Denise, do bairro Barranco, em Balneário Camboriú, começa a dar um nó na cachola. Quase um mês depois de serem obrigados a sair de dentro das baiucas, querem que a prefa dê uma resposta sobre a situação. Apesar de estarem vivendo com segurança no hotel, a maioria quer mais é poder voltar pra casa. ?Aqui não é ruim. Sei que a minha família está segura. Mas por outro lado, não é a minha casa. Se eu quiser ouvir uma música a qualquer hora eu não posso e lá eu poderia?, lascou um homem que não quis se identificar. O pai de família teve que sair da sua casa de dois quartos e simudar pra um quarto do hotel com a mulé e as duas filhas e até agora tá sem saber qual será o futuro da sua família.

Na mesma situação está a auxiliar de serviços gerais Margarete de Lima, 34 anos, que não sabe o que fará pra entreter as oito crianças no mês que vem, quando começam as férias escolares. ?Não sei com quem vou deixar. Por aqui, pelas quitinetes, não tem como. O hotel tem muitos hóspedes?, contou. ?A gente quer uma resposta pra onde a gente vai. Ou saber quando isso vai acontecer?, acrescentou.

Terreno tem dono

Pra piorar a situação dos moradores, só agora a prefeitura descobriu que a área onde estão os pedregulhos tem dono. As casas da invasão foram construídas num terreno que está no nome de uma pessoa que já morreu e precisam de uma autorização do herdeiro, que vive hoje nos Estados Unidos e não tá nem aí pra herança. ?Temos que formalizar a situação, porque ali é um terreno particular. Esta semana estamos notificando o proprietário e pegaremos uma procuração alegando que são terras invadidas?, explicou Nilson Probst, integrante da defesa civil.

Semana passada rolou o conversê com o MP e ficou definido que a rocha deverá ser tirada na base da marretada. ?Existe uma orientação do geólogo para que a pedra seja retirada de forma artesanal, já que a terra está mexida e uma implosão poderia ocasionar um desabamento?, disse o abobrão.

Enquanto a pedra não é destruída, a situação das famílias continuará na mesma. Nilson não sabe ainda se o povão poderá voltar pras casas ou se elas serão demolidas, pra evitar que rolem novas invasões por lá.

Ainda não há data definida também pra retirada de outras cinco famílias que vivem na área de risco, delimitada pelo geólogo Arsênio Moratori, e seu filho, o engenheiro Arsênio Moratori Júnior, durante um bizu no início do mês. ?Lá pra cima não é mais Balneário, já é Camboriú. Esta semana vamos nos reunir para decidir o que deve ser feito?, concluir Nilson. A prefa da cidade da pedra ainda não foi comunicada oficialmente sobre o rolo.

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