• Postado por Tiago

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Claudir: ?os imóveis tão congelados?

Ter um terreno que é área de interesse da prefa virou uma baita dor de cabeça pros moradores de Balneário Camboriú. O município alega que não tem grana pra pagar as mais de 500 indenizações que tão previstas pra rolarem pela city. O problema é que enquanto não tem acerto, os donos não conseguem vender seus terrenos. ?Os imóveis tão congelados?, reconhece o secretário de Planejamento, Claudir Maciel (PPS).

Quem mora na região que fica entre as rua 1131 e 2500, no centrão da Maravilha do Atlântico, conhece bem o problema. No ano passado, foi anunciado que cerca de 60 baias tão pra ser esvaziadas porque o plano é passar uma nova rua por ali, pra aliviar o trânsito da avenida do Estado.

O aposentado Mario Lúcio Cardoso, 60 anos, conta que desde que descobriu que sua casa é uma das que vão dar lugar à nova via, tá com seu terreno empatado e não consegue vender. ?Você pode transferir, pode vender, mas como vai fazer isso se tem essa dúvida no ar??, questiona.

Ele tá precisando levantar uma grana e já tentou botar a baia nos trocos, mas diz que cada vez que alguém se interessa pela compra e tira um papéli de consulta de viabilidade de construção na prefa, o documento avisa que o terreno vai ser usado pra implantação da rua e o comprador desiste do negócio. ?Essa indefinição causa uma grande aflição. Minha mãe tá com problema de saúde e já tive que tirar meu filho da faculdade por falta de dinheiro. Preciso vender minha casa e não consigo?, reclama.

Mario acha que o município precisa sair de cima do muro e decidir de uma vez se vai dar conta ou não da obra. ?Teria que ser feito um estudo de viabilidade técnica e econômica pra analisar a abertura da rua. Se não der, entra com projeto de lei revogando a colocação da área como interesse?, sugere.

Pode sobrar pras construtoras

A esperança do aposentado é que seja aprovada a conversão das indenizações em potencial construtivo pras construtoras que erguem arranha-céus no Balneário. A ideia, que tá sendo discutida pelo conselho das cidades, é que as empresas desembolsem o preço das indenizações em troca do direito de construir prédios mais altos. Desta forma, alguns desses novos imóveis seriam oferecidos pras pessoas em troca das indenizações que teriam a receber da prefeitura.

O mandachuva do Planejamento na city disse que a proposta de fazer a rua entre a 1131 e a 2500 ainda tá valendo, assim como a de outras vias novas que tão previstas pra sair no centro, na Barra, no Ariribá e no bairro dos Municípios. ?São obras importantes, que não cabem no nosso orçamento e terão que ser viabilizadas. A transferência de potencial construtivo com certeza vai facilitar?, diz. A proposta será encaminhada à câmara de vereadores na semana que vem.

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