• Postado por Tiago

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Os postes existem : só faltam as lâmpadas!

Tem morador de Camboriú que tá pagando por um serviço que não existe. Os moradores das ruas Santa Cecília, no bairro Várzea do Ranchinho, e Bruno Vanzuita, no Rio do Meio, pagam a taxa de iluminação pública, a popular Cosip, mas quando chega a noite as ruas viram uma penumbra, porque não há iluminação. Os postes até estão lá, mas lâmpada que é bom, nada.

Quando escurece, Mauro de Souza, 32 anos, dono de uma padaria da rua Santa Cecília, prefere gastar sua energia pra iluminar a rua. O comerciante trampa até o começo da noite e tem medo que algum malaco se aproveite da escuridão pra assaltar o seu comércio. ?Nós somos os únicos que atendemos a região. Durante toda a noite, deixo as luzes acesas porque aqui é muito apagado?, conta. O resultado da boa ação pra comunidade vem refletido na conta da Celesc. Por mês, ele paga mais de R$ 500 com energia elétrica.

Já a sua vizinha, Constantina Delfis Moraes, 89, prefere ficar entocada em casa. A rua onde vive é o principal acesso da BR-101 pro bairro Canhanduba. Embora fique do ladinho da rodovia, a via fica num breu só. Pra piorar, é cheia de buracos, pois não tem calçamento. ?Andar por aqui de noite é um perigo. Tem muito buraco e ninguém vê nada?, conta.

Mesmo sem luz, a galera banca a tal Cosip, que é a taxa de iluminação pública cobrada pela Celesc. O valor gasto pela empresa pra clarear o município é dividido entre a população. Há cinco anos, o pessoal tira do bolso R$ 12,55 por mês pra pagar o serviço que não recebe. ?Eles (prefeitura) botaram os postes, mas até hoje não ligaram as luzes. Prometeram que iam ligar no ano passado, mas até agora não aconteceu nada?, lascou a auxiliar de serviços gerais Olinda Bach, 43.

Os moradores afirmam que a prefeita Luzia Coppi (PSDB) esteve na região antes das eleições pedinchando voto e prometeu que iria colocar as lâmpadas. As eleições acabaram, ela se elegeu, assumiu a cadeira mais fofa de Camboriú e até agora não foi acesa sequer uma vela na rua. ?Já procurei a prefeitura e não adiantou de nada?, afirma a costureira Aparecida de Maria Farias, 54.

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