• Postado por Tiago

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Moradores da rua Azulão são os que mais sofrem

A associação de Moradores do Bairro Ariribá, em Balneário, organiza um abaixo-assinado pra pedinchar uma limpeza no ribeirão que corta quase todo o bairro. Como o córrego está imundo, qualquer chuvinha que cai na região faz com que a água fique acumulada e vá parar dentro da casa de 30% dos quase dois mil moradores do bairro.

Há um mês, o presidente da associação, Germano Campos da Silva Neto, o Maninho, bolou o papéli e distribuiu pelo bairro. No abaixo-assinado, o povão pede que seja feita a retirada da sujeira de dentro do ribeirão. Já foram recolhidas 200 assinaturas, mas o cara quer dobrar o número pra poder encaminhar o documento à secretaria de Obras da prefa e pro Ministério Público do Balneário.

O povão alega que o ribeirão está entupido de entulhos e por isso não escoa direito a água da chuva. Os principais atingidos são os moradores do condomínio Ariribá e da rua Azulão.

Pra dona de casa Márcia Ramos, 34 anos, chuva é sinônimo de enchente. Mostra na parede de casa as marcas do último aguaceiro que atingiu a região, há três meses. ?Se o tempo fica feio, até fico com medo?, desabafa.

Também moradora da rua, a estudante Natali Zanelli, 14, conta que as chuvaradas fazem com a água chegue a meio metro do portão da sua casa.

O perrengue rola porque, com a força das chuvas, cascalhos, lixo e qualquer porcaria vão parar dentro do ribeirão, que entope e não permite que a água escoe. Pra piorar, o córrego é grande pacas. Ele começa na divisa com o bairro das Nações, atravessa toda a praia dos Amores e vai até o limite com o Itajaí.

Germano, que bolou o abaixo-assinado, acredita que o problema só será resolvido se o poder público sicoçar e fizer o alargamento e limpeza do ribeirão. ?Não é difícil, mas o trabalho tem custo e falta um pouco de boa vontade pra eles resolverem?, alfinetou. O presidente afirma que a associação não tem renda própria e não teria condições de arcar com a garibada.

O secretário de Meio Ambiente, André Ritzmann, admite que ainda não há um projeto de limpeza do ribeirão. Conta que os retoques têm que ser gradativos pra evitar um impacto ambiental. ?Quando dá enxurrada, desce muito cascalho e vai amontoando, então tem que passar a máquina?, conta. O que sobra é recolhido na mãozona.

Por isso, a prefa roça as margens e tira os entulhos umas três vezes por ano. O secretário de Obras, Valmir Pereira, admite que a última limpeza por lá já completa aniversário em abril do ano que vem. ?Estávamos no rio Peroba e nesse mês devemos voltar ao rio Ariribá?, garantiu. O barnabé conta que o que mais prejudica os trampos são as construções antigas que ficam na margem do ribeirão.

Associação quer postinho

O presidente da associação de moradores do Ariribá, Germano Campos da Silva Neto, aproveitou o embalo dos pedinchos pra tentar conseguir um postinho de saúde pro bairro. Ele está terminando um documento que será encaminhado ao secretário de Saúde, José Roberto Spósito.

A comunidade não tem direito a atendimento médico pertinho da sua casa. Os postos mais próximos da localidade ficam no bairro das Nações e no Itajaí, mas os moradores do Ariribá não podem se consultar por lá, pois são considerados de outra localidade. ?O pessoal tem que ser atendido no posto central que fica longe?, conta Germano, referindo-se ao posto da rua 1500, do centro.

A proposta é que seja construída uma unidade no Ariribá pra atender os bairros Pioneiros, Ariribá e praia dos Amores. O cara conta que já apresentou a ideia pra administração passada. Sua intenção era que fosse alugada uma casa pertinho do hospital Santa Inês. ?Faltou boa vontade do poder público?, lamenta.

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