• Postado por Tiago

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Moradores literalmente tão comendo poeira na rua

A comunidade da rua Abílio de Souza, na Armação, na Penha, tá sofrendo com a poeira. Têm crianças com problemas respiratórios e idosos com irritação nos olhos. Os moradores tão encabreirados com o descaso da prefa e chamaram o DIARINHO. A reportagem teve no local e comprovou que morar ali é um exercício de paciência e saúde, pela quantidade de poeira que levanta sempre que uma caranga passa.

A rua Abílio de Souza era sem saída e acabava num terreno baldio, mas, há dois anos, a antiga administração resolveu abrir o restante da via, que agora desemboca na rodovia Transbeto. O movimento cresceu tanto que a avenida virou rota de caminhões. O problema é que a via é de chão batido e os caminhões levantam a maior poeira quando passam por ali. ?Não tem nem como colocar roupa no varal?, comenta seu Hélio Lazzaris, 59.

Este ano a prefa recebeu R$ 300 mil em verbas pra usar na pavimentação de ruas e a Abílio de Souza era pra ser uma das ruas contempladas, como promessa de campanha do prefeito Evandro Eredes dos Navegantes (PSDB). Porém, a verba foi destinada de última hora pra outra rua e os moradores, que há dois anos reclamam da situação, ficaram chupando o dedo. Agora, a cabreirice é tanta que eles pensam em fechar a rua.

Tanta revolta vem dos problemas de saúde que os moradores enfrentam. O filho de 16 anos de dona Odeníria Olga Suzena, 55, tem os músculos atrofiados e vive na cama. A doença prejudicou o pulmão do rapaz, que não pode nem ficar num ambiente com ventilador ligado. O guri vive enclausurado dentro de casa com os vidros das janelas fechados, já que a poeira pode deixá-lo ainda mais dodói.

A filha de cinco anos da professora Michele Porto, 31, começou a ter sintomas de rinite alérgica desde que veio morar no local, há apenas três meses. ?A gente quer que o prefeito cumpra a promessa, de que a prioridade era essa rua?, reclama a professora aposentada Carmem Lúcia Rodrigues, 54.

A solução na Abílio de Souza, assim como em tantos outros casos relacionados à administração pública, esbarra na lerdeza dos abobrões. Os últimos 200 metros da avenida foram abertos na época com apoio dos proprietários do terreno, mas o pedaço de terra agora tá passando por um inventário e eles querem indenização de R$ 50 mil pra deixar a prefa terminar o serviço. Já que levaram calote da administração passada, que não pagou o dindim combinado pra eles deixarem abrir a rua.

Prefa tá tentando resolver

O secretário de Planejamento de Penha, Reginaldo Waltrick, diz que a procuradoria jurídica do município tá tentando resolver a pendenga. Mesmo assim, admite que a prefa não tem os R$ 50 mil da indenização. Os R$ 300 mil liberados pras obras de pavimentação no município, segundo o secretário, não foram usados na rua porque ela precisava justamente da indenização e o recurso seria perdido se não fosse usado até o dia 30 deste mês.

Waltrick acredita que só ano que vem a rua será asfaltada. Pra tentar minimizar o problema, a prefa tá pensando em contratar um caminhão-pipa pra jogar água diariamente no local, pra conter a poeirada. O secretário ainda pensa em instalar lombadas e também proibir o tráfego de caminhão no local.

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