• Postado por Tiago

Acabou em pizza a denúncia da mortandade de cerca de 50 peixes que apareceram boiando pertinho das marinas na manhã de sábado, no rio Camboriú. A secretaria do Meio Ambiente do Balneário Camboriú lavou as mãos e jogou a batata quente no colo da galera do instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), que não pode mais encontrar a causa do problema porque passou tempo demais.

A notícia partiu do analista ambiental do centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros (CEPSUL), Antônio Alberto Menezes. O cara recebeu a missão do pessoal do Ibama e resolveu fazer um passeio pelo rio. Rodou de um lado pro outro, fez fotos e tentou encontrar uma causa pro perrengue, mas já era tarde.

A água já tinha escoado e a maioria dos peixes mortos já tinha sumido. Como no dia da análise já tinha passado mais de 12 horas que os peixes tinham aparecido mortos, não adiantava nem analisar a qualidade da água do rio. “O ideal era ter coletado uma amostra da água na madrugada ou manhã de sábado”, explica.

Muitos peixes apareceram mortos depois de uma chuvarada braba que caiu na região. O analista ambiental não descarta a possibilidade da mortandade ter sido causada pela poluição ou até mesmo pelos agrotóxicos colocados nas plantações de arroz que ficam na margem do rio, como desconfia o denunciante que escreveu ao DIARINHO. “Pode ter faltado oxigênio ou ter sido removido algum lodo no fundo”, palpita. Ao contrário do que previram os fiscais da prefa, o calorão dos últimos dias não interfere em nada na vida dos peixinhos.
De mãos atadas, Antônio pede que o povão não deixe de denunciar problemas como esse com o máximo de rapidez possível. “Se houver qualquer coisa, que eles entrem em contato com o escritório regional do Ibama pra que possa agir de imediato”. O contato do Ibama no Itajaí é 3348-1204.

Joga pra lá, joga pra cá

Quem encabeçou a investigação das causas da morte dos peixinhos foi o pessoal da secretaria de Meio Ambiente. O abobrão, André Ritzmann, mandou um fiscal até o local da mortandade, mas não chegou a nenhuma conclusão e na terça-feira resolveu passar o caso adiante. “Nós estamos com as mãos atadas porque não temos condições de fazer exame da água”, explica. Por isso, encaminhou a denúncia pro pessoal do Ibama, que tem sede no Itajaí.

Até a manhã de ontem, os técnicos do escritório do instituto não tinham recebido ainda a comunicação de que a batata quente estava com eles, mas já trataram de investigar por conta. A fiscalização do Ibama recebeu a denúncia de moradores da localidade no sábado a tarde e pediu aos coleguinhas do Cepsul que dessem um bizu no local.

  •  

Deixe uma Resposta