• Postado por Tiago

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Edson Mendonça ainda acredita que será feita justiça

Seis anos depois da morte de Rafael Rodrigues Medonça, brutalmente assassinado em frente ao porto de Itajaí no momento em que saía da agência do banco do Brasil, a família clama por justiça. O jovem, então com 20 anos, foi confundido com um bandido. Rafão, como era chamado pelos amigos, foi atingido por um policial militar com um tiro na barriga no dia 28 de janeiro de 2003. Apesar da lentidão da justiça, o pai de Rafael, Edson Mendonça, ainda acredita que ela será feita.

A memória de Rafael continua viva em todos os cantos da casa da família Mendonça. As fotos do rapaz estão espalhadas na sala e o quarto onde o jovem dormia permanece intacto, assim como as roupas que ele usava e a mochila com os materiais da faculdade. Rafão cursava logística na Univali. ?Não tem um dia que a gente não lembre dele, que não reze por ele?, revela o pai.

A camiseta que seu Edson usou na passeata que marcou o primeiro ano da morte do filho mostra o cansaço em lutar por justiça. A imagem desbotada de Rafão reflete como está o coração da família Mendonça, sem a presença do jovem no dia-a-dia. ?Todos nós fomos afetados. Eu estou com problemas de saúde e minha esposa até hoje não se recuperou da tragédia. Tem dias em que ela só chora?, conta.

Neste ano não haverá passeata. A família organizou uma missa às 19h30 de hoje na igreja católica do bairro São João. Homenagens e orações serão feitas para lembrar de Rafael.

A revolta

Apesar de acreditar na justiça, Edson não esconde a revolta com a demora na solução do processo contra o policial militar que matou o seu filho. O pai, que acompanha o andar do processo de perto, conta que as testemunhas já foram ouvidas. Ele lamenta o jogo de empurra-empurra. O processo já passou por quatro promotores. ?A justiça tá omitindo a nossa verdade. Será que é só por que o acusado é um militar??, questiona.

Enquanto o dia da justiça pela morte de Rafão não chega, a indignação só aumenta. ?O assassino tá comendo, tá bebendo e sendo pago com o nosso dinheiro. E meu filho? Meu filho não volta mais?, acusa.

O processo

Isaac Newton Sabbá Guimarães é o mais recente promotor a cuidar do caso de Rafael. O dotô disse ontem que ainda não teve conhecimento do caso, pois o processo está em poder da juíza Anuska. Segundo ele, ao que tudo indica, o julgamento deve rolar no ano que vem.

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