• Postado por Tiago

Eles eram cunhados, moravam nos Cordeiros e tavam trampando num posto em Guabiruba

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A explosão pegou os trabalhadores de surpresa.

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… Romuniz e Clóvis foram atingidos em cheio

O domingo foi de luto em terras peixeiras. Clóvis Mateus Pereira, 33 anos, e Romuniz Manuel Thomaz, 36, duas das três vítimas fatais da explosão do posto de combustíveis de Guabiruba, foram enterrados em Itajaí. Os dois eram cunhados e moravam no bairro Cordeiros. Clóvis e Romuniz eram funcionários terceirizados de uma empresa de Jaraguá do Sul, que presta assistência técnica a postos em todo o estado.

O velório rolou no cemitério do bairro Fazenda, onde Clóvis foi enterrado por volta das 16h. Cerca de uma hora depois, Romualdo foi sepultado no cemitério dos Espinheiros. Pelo menos 100 pessoas compareceram ao velório pra dar o último adeus aos dois. Eram familiares, amigos, vizinhos e até curiosos. Clóvis e Romuniz tavam em caixões lacrados e foram velados lado a lado.

Eram casados e tinham filhos

Denis dos Santos, sobrinho das vítimas, emocionado e abalado com a tragédia, conta que a família tá inconformada. ?Não tenho palavras pra descrever o que eles significavam pra nós. Eles vão fazer muita falta, eram muito prestativos e presentes na família?, lamentou.

Clóvis era casado e tinha três filhos menores de idade. Romuniz, que era irmão da esposa de Clóvis, também deixa a mulher e duas filhas pequenas.

A terceira vítima fatal da explosão do posto de combustíveis, Luiz Antônio de Moura, 31, morava em Barra Velha. Ele também foi enterrado ontem à tarde.

Como aconteceu a desgraceira

A explosão no posto de combustíveis São Lucas, que fica em Guabiruba, coladinha de Brusque, rolou lá pelas das 10h de sábado. Clóvis, Romuniz e Luiz tavam trampando na manutenção dos canos do reservatório de gasosa do posto, quando rolou a explosão seguida de um fogaréu.

Fontes do corpo de bombeiros de Guabiruba informaram que os técnicos faziam testes de compressão pra localizar possíveis vazamentos, quando de repente começou a jorrar gasolina do tanque. Ricardo Sandri, 19, cliente do posto, teria se assustado e ligado sua caranga pra zarpar dali. Uma faísca do motor do carro teria atingido o combustível que estava vazando, provocando a explosão.

Os bombeiros usaram cinco mil litros de água pra controlar as chamas, que atingiram ainda seis veículos. As quatro vítimas ficaram com mais de 90% do corpo queimados e foram encaminhadas de imediato ao hospital Azambuza, em Brusque. Clóvis, Romuniz e Luiz morreram na noite de sábado. Ricardo, até o final da tarde de ontem permanecia internado na unidade de terapia intensiva (UTI), em estado grave.

No enterro das duas vítimas peixeiras, o povão buscava encontrar uma resposta pra tragédia. Familiares e amigos lembraram que Clóvis e Romuniz trabalhavam há anos na manutenção dos tanques. Eles acreditam que a falha foi da direção do posto de gasosa de Guabiruba, que não teria feito o isolamento correto da área durante o trampo dos técnicos.

Familiares, que participaram do enterro, dizem que houve falha na segurança

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