• Postado por Tiago

O leitor Rodrigo Moisés, 32 anos, de Balneário Camboriú, teve seu cartão de crédito clonado. Ele desconfia que a cópia do cartão foi feita há quase dois meses quando comprou uma jaqueta pela internet através de um saite que vende produtos pra motociclistas.

Rodrigo é diretor de arte de uma empresa de publicidade. Conta que só descobriu a falcatrua este mês, quando abriu o extrato do cartão e viu que foram comprados em seu nome uma passagem de avião, parcelada em três vezes de R$ 400, e um ingresso de cinema. Depois de comprovar que não fez a compra, entrou em contato com o banco Bradesco e conseguiu cancelar o pagamento da entrada do cinema. Rodrigo aguarda a confirmação da baixa da compra da passagem aérea que fizeram com o seu cartão.

Como continuou com a pulga atrás da orelha, o publicitário resolveu investigar o caso mais a fundo. Depois de bater um papo com um colega de São Bento do Sul, descobriu que o problema tinha rolado com várias pessoas que acessaram um saite destinado a motociclistas. Ele também descobriu que um internauta de outro estado passava pelo mesmo perrengue. “A gente não usa o cartão nos mesmos lugares. A única coisa em comum que temos é a compra na loja da internet”, explica.

Se não receber o dindim divolta, Rodrigo pretende procurar um advogado e a procuradoria de defesa do consumidor (Procon) pra requerer seus direitos na dona justa.

No saite de onde supostamente teriam sido roubadas as informações para a clonagem, pra fazer uma compra os usuários têm que fornecer o número do cartão de crédito, nome completo, CPF, RG e endereço. Rodrigo foi informado por amigos que são especializados em internet, que a bandidagem faz um tipo de espelho do saite original e fica escondidinha, só de olho nas informações dadas pelos clientes. Cada vez que alguém faz uma compra, eles roubam as informações dos pobres internautas sem que ninguém perceba e daí fazem a clonagem.

Responsa é da operadora

O advogado Fábio Fabeni explica que a responsabilidade pelo preju é da operadora do cartão já que é dever dela verificar os dados. O dotô sugere ao publicitário que registre um boletim de ocorrência policial sobre o fato e repasse uma cópia à operadora do cartão. Se bobear, Rodrigo pode até entrar com uma ação por danos morais na dona justa.

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