• Postado por Tiago

O garçom Cassielo Paiva, 23, teve o pescoço cortado com o cerol das pipas que uma criançada tava soltando e por pouco não perdeu a vida com essa brincadeira. Cassielo foi socorrido às pressas pelos bombeiros e ficou seis horas numa mesa de operação do hospital Marieta. O acidente aconteceu na tarde de terça-feira, na rua Manoel Francisco Coelho, no bairro São Vicente, em Itajaí. “Temos que agradecer a Deus que não aconteceu o pior com ele”, diz a mãe do carinha, a doméstica Iraci Pertile, 50 anos.

Dona Iraci conta que o filho tava com a esposa na garupa quando o acidente aconteceu. Era perto das 17h. Ao sentir o fio lanhar seu pescoço, ele puxou o cerol com os dedos, que também foram cortados.

A doméstica disse que ouviu dos médicos que a ação rápida foi o que salvou a vida de Cassielo. Não fosse isso, o fio teria atingido a traqueia do rapaz. “Aí eu não taria mais aqui”, contou o garçom ao DIARINHO, com dificuldade para falar.

O filho de Cassielo, de seis aninhos, vinha de carona numa outra cabrita e assistiu todo o drama. A vó do garotinho disse que ele gostava de usar o cerol pra soltar pipas e espera que, depois do que aconteceu com o pai, ele pare com a brincadeira assassina.

Vai organizar protesto

Dona Iraci tá revoltada com o que aconteceu. Ela promete organizar um protesto pra cobrar atitude dos pais irresponsáveis da rapaziada. “Não é culpa das crianças, mas sim dos pais que permitem isso. Tem tanto tipo de brincadeira que não é perigosa”, diz Iraci.

O objetivo da doméstica é fazer com que os pais das crianças que usam o cerol façam a pirralhada desistir de soltar pipas com a linha cortante. Ela pretende dar queixa na depê e ainda procurar um advogado que a ajude.

Outra promessa é pintar cartazes e fazer uma barulheira pra protestar contra o uso do cerol. “A gente quer é defender outras vidas. É conscientizar”, discursa. “Eu não sei como alguém vende isso. É como vender veneno”, compara.

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