• Postado por Tiago

“Já não tem mais o que explorar do povo, né?”. A bronca é do vendedor Passos Medeiros Nunes, 55 anos. Depois que viu a matéria de ontem, no DIARINHO, informando que os radares móveis que a Codetran instalou por toda a cidade lucraram R$ 44 mil em multas dos peixeiros, ele resolveu se posicionar contra a fiscalização.

Para Passos, não tem como um motorista andar nas vias rápidas da city a apenas 40 ou 50 quilômetros por hora. O leitor se refere principalmente à rua Estefano José Vanoli, no São Viça, à Transtorno Sul, que liga a BR-101 ao bairro Fazenda, e à rua Blumenau, no bairro São João. Ele ainda não levou multa, mas alfineta as otoridades dizendo desconfiar que uma empresa de fora veio pra Itajaí pra inhapar o dindim do povo. “Não acho que é a prefeitura que tá ganhando o dinheiro, mas sim uma empresa terceirizada”, acredita.

A comerciante Beatriz Specht, 40, concorda com Passos. “Tem empresa ganhando por trás disso”, supõe. Ela, que se orgulha de dizer que nunca levou uma só multinha, tá indignada com a exigência da Codetran. “Não tem como andar a 40 ou 50 quilômetros por hora. Os carros ficam buzinando atrás. É estressante”, diz, reforçando o reclamo de Passos.

Beatriz, que mora nos Cordeiros, precisa levar todos os dias as filhotas ao colégio, que fica no centro. Juntando isso com o seu trabalho de comerciante, circula mais de 30 quilômetros por dia com seu carango. Ela faz questão de dizer que os motoras têm que respeitar os limites, principalmente na frente dos colégios, mas acha exagero limitar a velô em toda a extensão das vias. “No resto das avenidas, onde não tem colégio, ninguém anda nessa velocidade. Não tem lógica, nem bom senso”, lasca. Beatriz faz uma sugestão: “A velocidade poderia ser 70 ou 80 quilômetro por hora”.

O leitor P. procurou o DIARINHO pra questionar: “Onde está a placa para avisar aos motoristas sobre os radares móveis?”. Ele alerta que não existe sinalizações nas regiões onde os radares móveis estão sendo usados e acha isso uma puta d’uma sacanagem.

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